Conflito com policiais egípcios em Rafah deixa 4 palestinos baleados

Gaza, 6 jan (EFE).- Pelo menos quatro pessoas que participavam de uma manifestação em Gaza foram baleadas hoje em confrontos com policiais egípcios na fronteira entre os dois territórios, durante um protesto convocado pelo Governo do Hamas na faixa, segundo fontes do hospital de Rafah.

EFE |

Dezenas de manifestantes aderiram à convocação do Executivo islamita em protesto pelos conflitos de ontem à noite no porto egípcio de Al Arish - entre a Polícia egípcia e os ativistas que acompanhavam um comboio de ajuda humanitária para Gaza - que deixaram pelo menos 16 feridos.

Conforme a rede de televisão "Al Jazira", dezenas de palestinos, principalmente jovens, atiraram pedras contra os policiais egípcios a partir da fronteira.

Horas antes dos confrontos, um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, havia criticado a repressão egípcia dos integrantes do comboio, liderado pelo deputado britânico George Galloway.

"É um ataque contra os mais de 40 países árabes, muçulmanos e europeus representados no comboio", assinalou Barhum em comunicado.

O porta-voz considera "o derramamento de sangue dos membros do comboio" como "uma prova que o assunto está relacionado com o endurecimento do bloqueio imposto à Faixa de Gaza há três anos", acrescentou.

"Os membros do comboio desafiaram o injusto bloqueio e o ataque da Polícia egípcia pretendia impedi-los de expressar sua solidariedade", sentenciou Barhum.

Composta por 150 veículos, a caravana tentou no final de dezembro entrar no Egito pelo porto de Nueiba na Jordânia, no litoral do Mar Vermelho da Península do Sinai.

As autoridades egípcias discordaram e decidiram que a caravana deveria entrar pelo porto do Arish, no litoral mediterrâneo, por isso que os caminhões retornaram à Síria, dirigindo-se ao porto de Latakia e a partir dali embarcaram rumo a Al Arish.

Os incidentes das últimas 24 horas ocorreram uma semana depois que as autoridades egípcias impediram 1,4 mil ativistas pró-palestinos a entrar em Gaza em sinal de solidariedade ao povo palestino e para romper simbolicamente com o embargo imposto por Israel com a cooperação do Egito, o outro país que faz fronteira com a faixa.

O posto fronteiriço de Rafah entre Egito e a faixa palestina permanece fechado desde junho de 2007 (após a tomada pelo Hamas de Gaza) e só é aberto pontualmente por razões humanitárias. EFE Sa'ar-ap/dm

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