Conflito causou 2.118 mortes de civis no Afeganistão

Cabul, 17 fev (EFE).- Um total de 2.

EFE |

118 civis morreram em 2008 no Afeganistão por causa do conflito que atinge o país, quase 40% a mais que no ano anterior, diz um relatório divulgado hoje pela Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (Unama).

Segundo esta entidade, 55% (1.160 pessoas) morreram em ações atribuídas à insurgência talibã, enquanto as forças afegãs e as tropas internacionais foram responsáveis pela morte de 828 pessoas (39%), já o restante não pôde ser atribuído a nenhuma das duas partes.

Segundo a Unama, as vítimas fatais pela "oposição armada" - em referência aos insurgentes - aumentaram em 2008 65%, quase todas elas (85%) registradas em ataques suicidas ou pela detonação de explosivos colocados pelos talibãs.

A missão da ONU também não desconsidera a ação militar das forças afegãs e das tropas internacionais, que deixou 629 mortos em 2007 e 828 no ano passado.

"Os ataques aéreos (das forças estrangeiras) continuam sendo responsáveis pela maior quantidade (64%) das mortes atribuídas às forças pró-governo", denuncia a Unama.

No entanto, a ONU admite que as tropas internacionais se mostraram "mais dispostas que antes" a realizarem investigações "regulares e transparentes" sobre a morte de civis em suas operações.

"Embora as forças pró-governo tenham introduzido certas mudanças em suas diretrizes táticas, deve ser feito mais para evitar a morte de inocentes", adverte a Unama.

O relatório também diz que 38 voluntários foram assassinados em 2008, o dobro que em 2007, enquanto outros 147 foram sequestrados, e adverte que, além dos redutos talibãs, partes do leste e do oeste afegão já apresentam um "extremo risco" para os ativistas humanitários.

A ONU faz um apelo para que todas as partes do conflito respeitem as regras humanitárias do direito internacional. EFE nh/fal

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