Confirmados 49 mortos em acidente de avião em N.York

Nova York, 13 fev (EFE).- As autoridades americanas confirmaram que 49 pessoas morreram depois que um avião da empresa Continental Airlines caiu nesta madrugada perto do aeroporto internacional de Buffalo, no estado de Nova York.

EFE |

O acidente ocorreu às 22h20 locais de ontem (1h20 de hoje pelo horário de Brasília) e testemunhas disseram à imprensa americana que viram o avião, com capacidade para 74 pessoas, voar baixo, com um desnível na asa esquerda.

O governador de Nova York, David Paterson, atestou que morreram todos os 44 passageiros e os quatro membros da tripulação do voo 3407 da Continental Airlines, que havia saído do aeroporto de Newark (Nova Jersey).

A outra vítima foi uma pessoa que estava na casa contra a qual o avião se chocou, na área urbana de Clarence Center.

O avião, um bimotor Bombardier Dash8 Q400, operado pela Colgan Air, caiu a cerca de 16 quilômetros do aeroporto de Buffalo, segundo afirmou em coletiva de imprensa o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB), Ted Lopatkiewicz.

As imagens da TV local mostram uma zona residencial tomada pelas chamas e com bombeiros tentando controlar o incêndio gerado pela queda do avião que, aparentemente, ainda tinha bastante combustível.

"Uma equipe de emergência e autoridades de aviação estão avaliando a situação e recolhendo toda a informação possível" para determinar as causas do acidente, afirmou Paterson em comunicado de imprensa.

O coordenador do serviço de emergências do condado de Erie, Chris Collins, classificou como "tragédia" o acidente e assinalou que, após estabelecer um perímetro de segurança em torno da zona do acidente, "é preciso levar muitos elementos em conta para começar a investigação".

Segundo Collins, autoridades federais americanas de aviação civil, assim como os especialistas da companhia aérea, que tem sua sede em Houston, no Texas, chegarão em algumas horas para iniciar a investigação.

Por enquanto, as autoridades abriram uma linha de telefone para informar aos familiares das vítimas sobre a situação após o acidente.

A site www.liveatc.net divulgou uma conversa radiofônica supostamente travada entre um dos pilotos e a torre de controle de Buffalo, que não transparecia preocupação, apesar de o controlador passar instruções para que o avião voasse a uma altura de 2,3 mil pés (700 metros).

Um minuto após essa comunicação o controlador, de Buffalo, tenta falar de novo com o avião, mas já não há resposta, e ele volta a tentar.

Após não conseguir, o controlador, segundo a conversa postada no site, pediu ao piloto de um avião da companhia Delta que voava próximo que "veja se há, a umas cinco milhas à sua direita, um Dash 8 voando a 2,3 mil pés. Vê algo por ali?".

O piloto do Delta responde: "negativo".

Chris Kausmer, parente de uma passageira, expressou comovido às redes de TV locais que "esperava notícias da irmã" e que "temia o pior".

Emocionado, Kausmer afirmou que a única coisa em "que pode pensar no momento" é que sua mãe e seus dois filhos "têm que pegar um avião da Flórida" até Nova York.

Especialistas consultados por redes de TV como a "CNN" citaram a possibilidade de que as más condições meteorológicas, de chuva gelada e vento forte, possam ter influído no acidente.

Segundo as autoridades locais de Buffalo,12 casas que pegaram fogo foram evacuadas, e seus moradores foram levados a hospitais e centros de emergência para atendimento.

Um porta-voz da Continental Airlines, citado pela "CNN", informou que as equipes de sua subsidiária Colgar Air, que tem sua sede em Manassas, na Virgínia, já iniciaram o processo de coleta de informação para ajudar a determinar as causas do acidente.

Este é o segundo acidente aéreo que ocorre no estado de Nova York em menos de um mês. Em 15 de janeiro, o piloto de um Airbus-320 da companhia US Airways, que levava 155 pessoas a bordo, se viu obrigado a fazer um pouso de emergência nas águas do rio Hudson.

Também é o primeiro acidente aéreo de voos comerciais com vítimas fatais nos Estados Unidos desde 27 de agosto de 2006, quando um avião da Comair, bateu ao decolar do aeroporto de Lexington, em Kentucky.

O número de mortos foi o mesmo, 49, mas naquela ocasião todas elas pessoas que estavam à bordo, sem vítimas externas.

EFE emm/jp

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