Bosaso (Somália), 4 jan (EFE).- O fotógrafo espanhol José Cendón e o jornalista britânico Colin Freeman foram libertados hoje, depois de um mês seqüestrados no norte da Somália, confirmou à Agência Efe o Ministério de Segurança regional de Puntlandia, região somali onde ocorreu o rapto.

Cendón e Freeman voltaram neste domingo para o local em que foram seqüestrados, o Hotel International Village, em Bosaso - a principal cidade de Puntlandia -, após terem sido libertados nas montanhas próximas à localidade.

Os jornalistas foram soltos depois que ontem dois diplomatas, um espanhol e outro britânico, negociaram a libertação de ambos, segundo uma fonte policial de Puntlandia, que garantiu à Efe que um resgate não determinado foi pago aos seqüestradores.

O rapto de Cendón e Freeman aconteceu em 26 de novembro, quando os dois profissionais se preparavam para seguir até o aeroporto de Bosaso e deixar a cidade, na qual fizeram uma reportagem sobre a pirataria na Somália para o jornal britânico "Daily Telegraph".

Durante sua estada, ambos estiveram na região de Puntlandia, onde se refugiam os piratas somalis que agem no Oceano Índico e no Golfo de Áden.

As autoridades de Puntlandia atribuíram o seqüestro aos tradutores locais que tinham trabalhado para Cendón e Freeeman na realização da reportagem, apontados como cúmplices de uma quadrilha.

Durante o período que durou o seqüestro, tanto as autoridades de Puntlandia como fontes das tribos locais asseguraram que os dois reféns estavam em um esconderijo nas montanhas de Sanaag, cerca de 20 quilômetros ao sul de Bosaso. EFE sa/sc

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