ROMA (Reuters) - A confiança dos italianos no primeiro-ministro Silvio Berlusconi diminuiu, de acordo com uma pesquisa. O premiê enfrenta uma recessão econômica, greves e protestos, além das críticas pela gafe que cometeu ao falar de Barack Obama. Uma pesquisa feita pela IPR no site do jornal de esquerda La Repubblica apontou que o apoio a Berlusconi e ao seu governo caiu 4 pontos percentuais no último mês --para 58 e 50 por cento, respectivamente.

"A lua-de-mel acabou" foi a manchete da versão online do jornal.

Foi a segunda pesquisa a mostrar uma queda no apoio a Berlusconi. O jornal Corriere della Sera mostrou que o apoio ao seu governo passou de 60 a 42 por cento no mês passado.

O magnata da mídia de 72 anos de idade, eleito para um terceiro mandato em abril, depois de dois anos de comando instável da centro-esquerda, resolveu o problema da coleta de lixo em Nápoles, mobilizou tropas para combater crimes e pareceu encontrar compradores italianos para a Alitalia.

A Itália pareceu ter escapado dos piores efeitos da crise financeira global, devido às práticas conservadoras de empréstimos dos bancos locais.

Mas as pesquisas sugerem que essa tendência está se revertendo, pois a economia italiana entrou em recessão. Além disso, a recuperação da Alitalia está vacilando e os pilotos entraram em greve. Em defesa de reformas educacionais, os estudantes italianos estão protestando. Para completar, Berlusconi fez um comentário polêmico sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, chamando-o de "bronzeado".

A pesquisa da IFR, que consultou 1.000 pessoas, também mostrou um aumento de dois pontos no apoio a Walter Veltroni, líder de centro-esquerda, que perdeu as eleições de abril.

(Reportagem de Stephen Brown)

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