Confiança em Berlusconi cai abaixo dos 50%

A confiança no presidente do Conselho italiano, Silvio Berlusconi, envolvido numa série de escândalos sexuais, caiu pela primeira vez abaixo dos 50%, segundo pesquisa do instituto IPR divulgado nesta terça pelo jornal La Repubblica.

AFP |

Entre os italianos entrevistados, 49% disseram que ainda confiam em Berlusconi, mas 50% asseguram que confiam pouco e não confiam.

A pesquisa anterior indicava uma confiança de 53%.

"É provável que o escândalo envolvendo prostitutas de luxo tenha pesado no resultado", explicou o jornal.

A imprensa italiana publicou nos últimos meses artigos e fotos comprometedoras de Berlusconi, acusado por sua esposa de frequentar menores de idade, uma notícia que desmentiu categoricamente.

Na véspera, a revista italiana L'Espresso publicou em seu site trechos de uma conversa apresentada como um diálogo entre Silvio Berlusconi e uma garota de programa.

Neste diálogo gravado, segundo o L'Espresso - uma publicação de esquerda -, na casa de Berlusconi em Roma, pode-se ouvir uma voz masculina, atribuída ao 'Cavaliere', falar a uma mulher: "eu também vou tomar banho, me espere na cama grande se terminar em primeiro?".

"Que cama grande? A de (o primeiro-ministro da Rússia Vladimir) Putin?", pergunta uma voz feminina, que seria a de Patrizia D'Addario. "Sim, a de Putin", responde a voz masculino. A mulher diz então: "Ah, que fofo...a cama com cortinas".

De acordo com Patrizia D'Addario, Berlusconi tem uma cama que ganhou de presente de Putin.

"Este material não vale nada, é completamente inverossímil e fruto da imaginação", reagiu imediatamente em comunicado Niccolo Ghedini, o advogado de Berlusconi, ameaçando os que utilizarem a gravação com ações na justiça.

Patrizia D'Addario está no centro de uma investigação da justiça sobre garotas de programa que teriam recebido dinheiro para passar a noite na casa de Berlusconi.

D'Addario disse à imprensa que foi duas vezes à residência do 'Cavaliere', em troca da promessa de receber 2.000 euros por noite.

Ela afirmou ter gravado suas conversas com o chefe do governo italiano, e as gravações foram entregues aos magistrados encarregados da investigação.

"Trata-se de uma tentativa patética de impulsionar uma campanha já moribunda. Eles deveriam tirar férias, pois parecem estar precisando", reagiu Daniele Capezzone, porta-voz do partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), após a publicação destes trechos.

L'Espresso e o jornal La Repubblica, que pertencem ao mesmo grupo, vêm dirigindo uma campanha contra o chefe de governo, a quem pedem explicações sobre sua vida privada.

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