Conferência sobre Desarmamento chega a acordo após anos de paralisia

Genebra, 29 mar (EFE).- A Conferência sobre Desarmamento da ONU, o fórum multilateral de negociação para a segurança internacional, chegou a um acordo hoje, em Genebra, para um plano de trabalho a fim de conseguir um tratado de desarmamento nuclear, após anos de paralisia, devido às diferenças entre as grandes potências e os países em desenvolvimento.

EFE |

Uma porta-voz da ONU confirmou hoje o desbloqueio das discussões, a partir de uma última proposta de compromisso apresentada por um grupo de Estados não nucleares.

Durante mais de uma década, a Conferência sobre Desarmamento da ONU, integrada por 65 países, foi incapaz de fixar uma agenda de trabalho, em grande parte, devido ao desinteresse da Administração americana.

No entanto, a aproximação entre Rússia e Estados Unidos desde a chegada ao poder do presidente americano, Barack Obama, criou um novo clima favorável ao reforço da segurança internacional através da reativação do processo de desarmamento.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tinha feito uma chamada há dez dias, em Genebra, para que os países aproveitassem o novo impulso criado pelo início das negociações bilaterais russo-americanas sobre o desarmamento nuclear.

O ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, também tinha pedido, em março, que a Conferência iniciasse novas negociações, após se encontrar, em Genebra, com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Diante da Conferência sobre Desarmamento, o ministro sustentou que, pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria, o mundo tinha a oportunidade de conseguir avanços reais em matéria de desarmamento, e pediu que a comunidade internacional "não deixe passar esta ocasião".

Esta semana, os Estados Unidos indicaram na Conferência que estavam dispostos a apoiar a última proposta de compromisso.

Este texto, apresentado por um grupo de países não nucleares no início de maio, prevê iniciar negociações sobre um tratado internacional para proibir a produção de material físsil, condição dos ocidentais, e discussões sobre o desarmamento nuclear, pedidas pelos não-alinhados.

O compromisso também propõe criar um grupo de trabalho sobre a militarização do espaço extra-atmosférico, pedido pela China e Rússia. EFE vh/an

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