Conferência reúne organizações mundiais para analisar crise alimentícia

Bruxelas, 27 jun (EFE).- Representantes do Banco Mundial, da Comissão Européia, da Organização Mundial do Comércio (OMC), da FAO e de associações de todo o mundo debaterão na quinta-feira o papel da agricultura na resolução da crise alimentícia mundial.

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A Conferência "Quem vai alimentar o mundo?" reunirá na sede do Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas, especialistas de quatro continentes para analisar os desafios da agricultura, em um contexto de crise pelos altos preços e falta dos alimentos.

A França, que assumirá na terça-feira a Presidência rotativa da UE, organizou esta conferência para fazer com que os preços dos alimentos e a agricultura tenham um papel de destaque no próximo semestre, já que, nos meses seguintes, os 27 países-membros negociarão uma revisão de sua Política Agrícola Comum (PAC).

De forma mais ampla, o objetivo da conferência é estudar de que forma a produção agrícola pode aumentar até 2050, para garantir o sustento da população mundial - que segundo previsões, teria 3 bilhões de pessoas a mais -, conservando o planeta e protegendo o meio ambiente.

As sessões de trabalho se centrarão em assuntos como o "bom Governo" mundial e regional para os produtores, e a agricultura como motor de crescimento.

Esta convocação sucede a cúpula sobre a Segurança Alimentar realizada no início do mês em Roma pela FAO, organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.

A cúpula da FAO terminou com a reiteração do compromisso dos países de acabar com a fome, mas com a contestação de boa parte da América Latina e da sociedade civil à sinceridade desse objetivo.

Dentro da UE, os chefes de Estado dos 27 países debateram este mês, no Conselho Europeu, medidas para remediar os preços e a escassez dos alimentos, tanto na Europa como no terceiro mundo.

No Conselho Europeu, a UE anunciou medidas como um aumento da ajuda à distribuição de alimentos entre as classes mais pobres dentro da Europa e a concessão do dinheiro adquirido por meio da PAC aos agricultores do terceiro mundo, apesar das conclusões sobre o preço dos alimentos terem sido consideradas gerais demais. EFE ms/bm/gs

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