Conferência pede que países cumpram proibição de minas

Genebra, 24 nov (EFE).- A 9ª Conferência dos Estados Parte da Convenção de Ottawa para a proibição das minas terrestres começou hoje em Genebra com um pedido para que os países cumpram seus compromissos 11 anos depois da assinatura do tratado.

EFE |

"Estamos em um momento crucial para cumprir a promessa de um mundo sem minas", afirmou a ministra de Relações Exteriores suíça, Micheline Calmy-Rey, na abertura da conferência.

O evento, que durará toda a semana, conta com a participação estreita de membros da Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres (ICBL, em inglês), que pedirão aos 156 Estados signatários do tratado que cumpram suas promessas.

A ICBL recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1997, no mesmo ano em que foi assinada a Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Terrestres e sobre sua Destruição, ou Tratado de Ottawa.

No entanto, 15 Estados que tinham se comprometido a banir de seus territórios as minas em 2009 já anunciaram que não conseguirão cumprir o prazo e pediram prorrogação de dez anos, o que constitui uma clara violação dos termos do tratado, segundo denunciou a ICBL.

Em seu discurso esta manhã, a ministra suíça afirmou que "o prazo de dez anos (dado aos países para destruição de minas) deve ser respeitado. Um pedido de prorrogação não deveria ser mais que uma exceção. Os Estados devem respeitar seus compromissos, pois disse depende a credibilidade da convenção".

Os 15 países que pediram extensão do prazo são Bósnia-Herzegóvina, Chade, Croácia, Dinamarca, Equador, Jordânia, Moçambique, Nicarágua, Peru, Senegal, Tailândia, Reino Unido, Venezuela, Iêmen e Zimbábue.

As razões alegadas vão desde falta de recursos financeiros até condições ambientais e dificuldade do terreno.

A ICBL acusa o Reino Unido de não ter feito nada em nove anos para livrar de minas 117 áreas nas Ilhas Falkland (Malvinas) e na Venezuela e de não estar interessada em desativar as minas na fronteira com a Colômbia para utilizá-las como meio de evitar a entrada de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Atualmente, 39 países do mundo continuam sem aderir à Convenção de Ottawa, inclusive Estados Unidos, Rússia e China. EFE vh/wr/jp

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