Cidade do Vaticano, 10 fev (EFE).- A morte de Eluana Englaro não foi natural, foi morta por quem a privou de comida e água, afirmou o Serviço de Informação Religiosa (SIR) da Conferência Episcopal Italiana, que se uniu às críticas pelo falecimento da italiana, em estado vegetativo havia 17 anos.

Em um editorial intitulado "Para que não ocorra nunca mais", encarregado ao teólogo Marco Doldi, o órgão dos bispos italianos afirmou que, após a morte de Eluana - que já tinha sido privada da alimentação e da hidratação que chegava através de uma sonda - "estamos todos mais sozinhos" e corre um ar de "insegurança".

"Certamente, o caso não pode se dar por fechado. Impõe-se a todos uma reflexão grave. Mas, enquanto isso, é preciso dizer que Eluana não morreu sozinha: foi morta por quem a privou de comida e de água.

A sua não foi uma morte natural e por isso quem fez ou facilitou tem uma grande responsabilidade perante Deus e a sociedade", afirmou Doldi.

A agência dos bispos italianos ressaltou que é necessário que o Estado tome medidas para evitar que se repitam situações parecidas.

O editorial do SIR se une às manifestações feitas por importantes cardeais da Cúria vaticana e da Conferência Episcopal Italiana, entre eles seu presidente, o cardeal Angelo Bagnasco, que afirmou hoje que a Itália precisa de uma lei que evite que se repitam casos como o de Eluana. EFE JL/an

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