Conferência entre Rússia e Geórgia é suspensa por problemas de procedimento

Genebra, 15 out (EFE).- A conferência que começou hoje em Genebra para tentar buscar uma regra para o conflito russo-georgiano foi suspensa antes do previsto, devido a problemas de procedimento, afirmou o representante da União Européia (UE).

Redação com agências internacionais |

O diplomata francês Pierre Morel afirmou, em entrevista coletiva convocada com a ONU e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), os três patrocinadores das reuniões, que, "devido a essas dificuldades, decidimos suspender o encontro previsto para a tarde, mas continuará o processo de consultas".

Reuters

Conflito estremeceu as relações entre Rússia e EUA

A primeira reunião entre Rússia e Geórgia após o conflito armado de agosto começou hoje na sede da ONU em Genebra, em um ambiente dominado pela extrema reserva por causa da delicadeza do encontro.

A porta-voz das Nações Unidas Elena Ponomareva confirmou aos jornalistas que a reunião tinha começado em uma área de acesso restrito, e assegurou que não contava com a lista oficial de participantes.

"São discussões muito complexas a portas fechadas e que vão durar o dia todo", declarou.

Encontro complicado

Segundo fontes diplomáticas vinculadas ao processo, a organização desta reunião foi muito complicada em razão das posições tão opostas entre georgianos e russos, assim como pela designação das partes que estariam representadas na mesa de diálogo.

AP

Ativistas pediram o fim da guerra

Ontem à noite, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que este é "apenas o princípio de um processo" para buscar um acordo durável.

Ban disse que o objetivo inicial é restaurar a confiança entre as partes e abordar as necessidades humanitárias no território.

Os assuntos pendentes (de caráter político e jurídico) serão analisados posteriormente, disse o secretário-geral da ONU.

Retirada

Na semana passada, as tropas russas deixaram as zonas de segurança estabelecidas por Moscou em torno das regiões rebeldes, cumprindo o acordo de cessar-fogo negociado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.

Mas o governo russo já declarou que pretende manter cerca de 8.000 soldados na Abecásia e na Ossétia do Sul.

As diferenças fundamentais sobre o status dos territórios da Ossétia do Sul e da Abecásia, no entanto, podem dificultar as negociações.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já advertiu que apenas este encontro não deve trazer nenhuma solução rápida.

"A discussão internacional que começa nesta quarta-feira é apenas um começo. Ela não deve ser vista como o fim", disse ele na cidade suíça, na terça-feira.

"Ela pode levar tempo, então, precisamos ter alguma paciência."
Alexander Stubb, atual presidente da OSCE, disse: "Nós sabemos que este é um longo processo, estamos levando a coisa devagar, passo a passo."

*Com informações da EFE e BBC*

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