Conferência em Paris debate importância das cúpulas latino-americanas

Paris, 4 dez (EFE).- Reforçar a visibilidade das cúpulas e dar-lhes um maior seguimento são algumas das receitas propostas hoje na conferência de Paris sobre a América Latina e a diplomacia de cúpulas.

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Líderes ibero-americanos, ministros e embaixadores participaram desta reunião na Casa da América Latina de Paris, na qual todos concordaram que as reuniões de chefes de Estado ou de Governo são "imprescindíveis" e produzem resultados concretos.

"Há uma percepção de fadiga na opinião pública", admitiu Enrique Iglesias, responsável da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SGIB), organismo criado em 2005 especificamente para ajudar a organizar as cúpulas e dar-lhes seguimento.

No entanto, ele acrescentou que "não se avaliam certas coisas" alcançadas nesses fóruns.

O presidente da Casa da América Latina na capital francesa, Alain Rouquié, afirmou que "os cidadãos querem ver seus chefes falando com outros dirigentes mundiais" e que ser sede de uma cúpula é um "prestígio".

Rouquié acrescentou que há uma grande diversidade entre as cúpulas realizadas na América Latina.

"Todas têm uma utilidade global, a de criar consensos entre regiões ou países diferentes sobre as regras do jogo e fixar pautas de conduta comuns", disse.

Durante o debate, alguns embaixadores e dirigentes políticos falaram sobre o elevado número de cúpulas regionais e subregionais, assim como sobre a aplicação dos acordos estabelecidos nestes fóruns.

Eles evidenciaram também seus temores perante a possibilidade do aumento do protecionismo, principalmente nos Estados Unidos, por causa da atual crise econômica.

Para o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, o mais preocupante não é o possível avanço do protecionismo, mas "o efeito de uma recessão americana que vai repercutir fortemente sobre as exportações da América Latina" e provocar uma "demora" na aplicação de alguns acordos das cúpulas.

Para a ministra de Relações Exteriores mexicana, Patricia Espinosa, a eficácia das cúpulas é inquestionável porque permitem fazer "uma frente unida" perante os principais problemas da região.

EFE pi/ab/plc

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