Conferência de Londres define reforço ao Governo do Afeganistão

Londres, 28 jan (EFE).- A conferência sobre o Afeganistão, em Londres, acabou hoje com o compromisso da comunidade internacional de reforçar a liderança do Governo afegão e ajudá-lo a consolidar e desenvolver suas próprias instituições e recursos.

EFE |

Esta determinação está no comunicado final aprovado pelos participantes da conferência realizada na capital britânica, que ressaltou que "o Governo afegão e a comunidade internacional estão entrando em uma nova fase" em suas relações.

"Comprometemo-nos a fazer esforços extensivos para garantir que o Governo afegão tenha progressivamente a capacidade de fazer frente às necessidades de seu povo", afirmaram os participantes.

As conclusões da conferência, que durou pouco mais de cinco horas, foram apresentadas, em entrevista coletiva, pelo ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband.

O ministro destacou o apoio recebido pelo plano para o início do processo de transferência das competências em matéria de segurança, que será uma realidade em algumas províncias afegãs desde o final deste ano, e que deveria alcançar todo o país em 2015.

Miliband destacou também o envolvimento financeiro demonstrado pelos participantes, já que foi prometido um total de US$ 140 milhões para o primeiro ano de funcionamento do fundo de reinserção, com o qual se busca reintegrar os talibãs moderados na sociedade.

O ministro britânico negou que o espírito deste fundo, parte de um amplo programa de reconciliação nacional, seja "comprar" a rendição dos talibãs, mas "conseguir segurança a longo prazo para as comunidades e mais meios para que possam se defender".

Miliband também anunciou que o Afeganistão receberá US$ 1,6 bilhão em conceito de ajuda, dentro do programa de assistência aos países pobres altamente endividados (PPAE), em função do cumprimento das promessas de transparência na gestão por parte do Governo de Cabul nos próximos meses.

Isso acontecerá simultaneamente ao início de um programa econômico elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), instituição financeira que, segundo Miliband, destacou, em Londres, as conquistas e o crescimento da economia afegã em 2009.

No terreno da corrupção, e apesar da pobre trajetória da Administração do presidente afegão, Hamid Karzai, neste terreno, Miliband explicou que a comunidade internacional elogiou seu compromisso para acabar com "a cultura da impunidade".

Neste sentido, destacou a criação de "um escritório independente que supervisionará os esforços contra a corrupção", que permita avaliar melhor os avanços alcançados neste terreno.

O chefe da diplomacia britânica indicou que o quarto ponto fundamental foi o compromisso para que o Afeganistão melhore a relação com seus vizinhos e promova a estabilidade na região.

"Quero destacar a unidade e coerência no esforço internacional.

Sessenta e cinco a 70 ministros de Exteriores terão clareza, ao ir embora de Londres, quais são os desafios enfrentados pelo Afeganistão e, sobretudo, como enfrentarão", disse Miliband. EFE fpb/an

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