Conferência de apoio ao Afeganistão terá presença de quase 70 países

Paris, 10 jun (EFE).- Representantes de 67 países e de 17 organizações internacionais são esperados na conferência de apoio ao Afeganistão, que será realizada em Paris na próxima quinta-feira, em uma iniciativa liderada pelo país asiático, pela França e pela ONU, informou hoje o Ministério de Assuntos Exteriores francês.

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Os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Afeganistão, Hamid Karzai, além do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abrirão a sessão na qual participarão, entre outros, Estados Unidos, todos os países da União Européia (UE) e outros muitos que tem ou não participação na Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).

A reunião, que durará um dia, é parte do processo de "reconstrução política e econômica" do Afeganistão, iniciado na conferência de Bonn, na Alemanha, em 2001 e que inclui o encontro realizado em Londres em 2006, no qual foi adotado o chamado "pacto" para esse país, que será objeto de revisão em Paris.

O objetivo da reunião parisiense, segundo o Governo francês, é reafirmar o apoio político e econômico da comunidade internacional à reconstrução do Afeganistão.

O Governo afegão apresentará na reunião sua Estratégia Nacional de Desenvolvimento do Afeganistão que define suas prioridades para o período entre os anos de 2008 e 2013.

O orçamento do plano é de cerca de US$ 50 bilhões, mas a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da França insistiu hoje que este número é "uma avaliação global das necessidades pelos afegãos e não é o objetivo da conferência de Paris".

"Não se deve esperar obter US$ 50 bilhões nesta conferência", disse a porta-voz, Pascale Andréani, que insistiu que não se trata de uma reunião de doadores.

O enfoque é "muito mais global" e abrange, além disso, o aspecto financeiro, os âmbitos político, social e de segurança, assinalou.

Segundo outras fontes, os US$ 50 bilhões englobam a contribuição própria das autoridades afegãs (cerca de US$ 7 bilhões), assim como aproximadamente US$ 10 bilhões prometidos anteriormente por doadores e não assinantes.

Desde a intervenção militar liderada pelos EUA no Afeganistão e a queda do regime fundamentalista islâmico do talibã em 2001, devido aos atentados de 11 de setembro, a comunidade internacional já prometeu US$ 25 bilhões.

Fontes diplomáticas francesas se negaram a fixar um objetivo preciso de arrecadação de fundos e insistiram que é preciso se concentrar no financiamento dos primeiros dois anos do plano.

Já fontes americanas apostam que as promessas de fundos em Paris podem chegar a US$ 15 bilhões.

Além da secretária de Estado Condoleezza Rice, a presença dos EUA na conferência incluirá a primeira-dama, Laura Bush, que fez uma visita surpresa ao Afeganistão no fim de semana passado.

No dia seguinte à conferência, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegará à França para uma visita de dois dias. EFE ao/rr

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