Conferência da ONU sugere reduzir uso de carvão em países em desenvolvimento

Acra, 22 ago (EFE) - A redução do uso de carvão por parte dos países em desenvolvimento, para evitar maiores emissões de gases do efeito estufa, foi o centro, hoje, das conversas da conferência sobre a mudança climática organizada pela ONU e realizada em Acra. Na capital de Gana, 1.500 delegados de 160 países se reúnem desde quinta-feira e durante sete dias no terceiro encontro dos oito previstos pelas Nações Unidas até dezembro de 2009, nos quais espera-se a assinatura de um novo acordo, em Copenhague, para a redução da emissão de gases do efeito estufa.

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A conferência pretende comprometer países como China ou Índia, que não admitem restrições às suas emissões, a se unirem aos 37 Estados industrializados aos quais o Protocolo de Kioto, de 1997 e que expira em 2012, impõe metas de redução de gases do efeito estufa.

Além disso, um dos objetivos essenciais da conferência é procurar o modo de aumentar e a melhor forma de distribuir a grande quantidade de dinheiro necessária para combater a mudança climática.

Nesse sentido, o presidente de Gana, John Agyekum Kufuor, na abertura da conferência, pediu mais ajuda para aumentar a capacidade de tomar medidas por parte dos países africanos.

Para o chefe do Estado ganês, a possibilidade de um acordo poderia chegar com o compromisso dos países pobres de levar em frente um desenvolvimento sustentável, com o apoio financeiro e técnico dos industrializados.

Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, ressaltou que a África é um dos continentes mais afetados, junto com Ásia.

Serge Orru, representante francês do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), reivindicou aos países "idéias e objetivos concretos" para "criar uma verdadeira dinâmica que possa permitir resultados" no objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

A ministra de Energia da Dinamarca, Connie Hedegaard, em cujo país se realizará a conferência final deste ciclo, na qual se espera assinar um novo Protocolo de Copenhague, defendeu metas a médio prazo para reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Para ela, esses objetivos deveriam ser "ambiciosos" e ter como prazo para conseguí-los o ano de 2020, mais próximo que o de 2050, sugerido pelo Grupo dos Oito (G8, as sete nações mais ricas do mundo e a Rússia). EFE nt/db

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