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Conferência da CNUCED exige medidas para controlar a crise alimentar

Os participantes da XII Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) lançaram um apelo em Acra para a adoção de medidas imediatas que controlem a crise alimentar e a favor da conclusão das negociações da rodada de Doha sobre o comércio mundial.

AFP |

"A CNUCED tem sido útil para abordar alguns dos desafios mais importantes que afetam a globalização, como a crise alimentar global que enfrentamos no momento", declarou o secretário-geral da organização, o tailandês Supachi Panichpakdi, no discurso de encerramento.

Na resolução final, a CNUCED decidiu adotar medidas a curto prazo para responder às necessidades humanitárias urgentes dos países em desenvolvimento, apesar de não especificar quais serão as medidas.

A médio prazo, os países membros se comprometeram a ajudar aos mais pobres e os países importadores de alimentos.

O aumento de preços dos produtos alimentares básicos, que provocou distúrbios em vários países nas últimas semanas, principalmente no Haiti, dominou os debates durante os cinco dias da conferência, que começou no domingo passado na capital de Gana, com o lema "O impacto econômico da globalização".

O Programa Alimentar Mundial (PAM) calculou em 55% o aumento dos preços dos produtos alimentares desde junho de 2007.

Na conferência, o secretário-geral da ONU, Ban-Ki-moon, anunciou a criação de um comitê especial para abordar esta crise.

Ban disse que teme "desencadear crises" que afetariam o crescimento e a segurança do mundo caso a crise dos preços alimentares "não seja administrada de maneira adequada e urgente".

"Caso contrário poderia desencadear uma série de crises múltiplas, que acarretaria em um problema de múltiplas dimensões afetando o crescimento econômico, o progresso social e inclusive a segurança política no mundo", alertou o secretário-geral das Nações Unidas.

Em suas conclusões, a CNUCED calculou, no entanto, que o aumento dos preços dos alimentos poderia, no fim das contas, ter um efeito benéfico aos países em desenvolvimento, já que os obrigaria a desenvolver sua capacidade de produção e a serem mais competitivos.

"Para reduzir a pobreza é necessário conter o boom atual de matérias-primas que representam um potencial de desenvolvimento", indicou Panichpakdi.

"Muitos países em desenvolvimento continuam na margem do processo de globalização e estão para trás no que diz respeito às Metas de Desenvolvimento do Milênio" estabelecidos pela ONU, entre os quais figura reduzir a pobreza no mundo pela metade até 2015, concluíram os 193 membros da CNUCED.

A declaração final em Acra promete "renovar esforços" para que os países em desenvolvimento tenham "acesso mais amplo aos mercados" e por uma "ação eficaz perante medidas tarifárias que provocam distorções comerciais".

hv-ato-jlh/cl/fp

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