Conferência Ásia-Europa debaterá crise financeira em Pequim

Pequim, 14 out (EFE).- A sétima reunião da Conferência Ásia-Europa (Asem) reunirá 38 chefes de Estado ou de Governo em Pequim nos próximos dias 24 e 25, com a crise financeira global como eixo central das discussões, disse hoje o ministro de Assuntos Exteriores da China, Liu Jieyi.

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O objetivo será tentar restaurar a confiança dos investidores nos dois continentes, declarou Jieyi.

Os 45 membros da Asem estarão presentes na cúpula, já que aos 38 líderes se unirão cinco ministros de Exteriores e um vice-presidente de Governo, além dos representantes da Comissão Européia e do secretariado da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), também integrantes da entidade.

A reunião bienal, que desde a criação do fórum, em 1996, acontece de forma alternada na Europa ou na Ásia, reúne os 27 países-membros da União Européia (UE) e os 10 da Asean (Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã).

Além destes, ainda fazem parte China, Japão, Coréia do Sul, Paquistão, Índia e Mongólia.

O lema escolhido por Pequim para a reunião da próxima semana, que será concluída com uma declaração da Presidência, é: "Visão e Ação - Rumo a uma solução com vantagens".

O aquecimento global (sobre o qual a China apresentará um projeto ecológico para uma cooperação concreta entre Ásia e Europa, segundo Liu), a energia e a segurança alimentar também serão objetos de discussão na reunião.

Segundo Liu, a maior parte dos líderes solicitou reuniões bilaterais com seus colegas chineses, mas é necessário "organizá-las bem".

Segundo Pequim, a Asem é um canal importante de diálogo e cooperação para ambos os continentes, pois permite intercâmbio, conhecimento e comunicação entre seus povos.

O logotipo da reunião na cúpula escolhido por Pequim é um nó chinês entrelaçado e feito com as iniciais A (Ásia) e E (Europa), que tenta também ser símbolo de harmonia.

Antes desta reunião, será realizada também, de 21 a 24 de outubro, o Fórum de Negócios Ásia-Europa, com debates sobre segurança financeira, desenvolvimento sustentado, cooperação energética e facilitação do comércio e investimento. EFE pc/fh/fal

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