Conferência anual de ONGs das Nações Unidas é encerrada em Paris

Paris 5 set (EFE) - A 61ª conferência anual das ONGs das Nações Unidas terminou hoje na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, com um renovado compromisso de promoção dos direitos humanos no mundo. É a primeira vez que esta conferência, que recebeu 1.300 representantes de 95 países, foi realizada em Paris, por ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1948 nesta capital.

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Os debates em torno dos direitos humanos "são muito arcaicos", disse à Agência Efe Shamina de Gonzaga, presidente da Conferência de ONGs, ao afirmar que "as coisas não mudaram (desde a assinatura da Declaração Universal), mas se mudou o papel da sociedade civil no âmbito internacional".

"Hoje, podemos nos expressar e fazer isso na ONU, isso é essencial", disse a representante da conferência das ONGs.

Sobre os direitos da mulher - um dos temas mais debatidos no encontro -, Gonzaga disse: "Fico impressionada que a metade do mundo continua sendo oprimida. É totalmente absurdo que a mulher não tenha todos os seus direitos", porque seu papel "é chave para o desenvolvimento e a educação em um país".

Por sua parte, o secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Kiyo Akasaka, disse em entrevista coletiva que a ONU quer lançar uma campanha contra a violência e continuar avançando com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Também estava presente Stéphane Hessel, que foi embaixador da França perante a ONU e que foi testemunha, há 60 anos, do debate para a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Ele, que lembrou que apesar de seis países (entre eles a extinta União Soviética e a Arábia Saudita) terem se recusado a votar o acordo, a aprovação do convênio foi considerada um sucesso porque não houve votos contra.

O ex-embaixador francês ressaltou a necessidade e a vigência de reafirmar a Declaração e os direitos humanos frente às tendências de impor maiores restrições à população por parte dos Governos em prol da segurança e movimentos que asseguram que os direitos humanos estão ultrapassados. EFE pdp/db

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