Confederação Helvética homenageia jovem suíço que tentou matar Hitler

Genebra, 7 nov (EFE).- A Confederação Helvética rendeu hoje uma homenagem a um jovem suíço que, em 1938, tentou assassinar Hitler, e reconheceu finalmente que as autoridades suíças de então não fizeram nada para o salvar da morte.

EFE |

O presidente da Confederação, Pascal Couchepin, divulgou hoje uma declaração na qual reconhece que as autoridades suíças da época não se comprometeram em favor de seu cidadão, que foi detido após tentar matar o líder nazista em Munique, no dia 9 de novembro de 1938.

O jovem Maurice Bavaud, um estudante de teologia de 25 anos, não conseguiu realizar o assassinato quando inúmeras pessoas o impediram de usar sua arma contra Hitler, e morreu decapitado em 14 de maio de 1941 após ser condenado à morte.

Segundo disse aos juízes e à Gestapo, com esta ação tentava livrar a Suíça de uma ameaça contra sua independência, e o mundo e a humanidade de um grande perigo.

Agora, o Governo federal expressa seu respeito e reconhecimento pela tentativa de Maurice Bavaud de eliminar Hitler, e seu pesar pelo fato de as autoridades suíças de então não terem atuado junto à Alemanha em favor de seu compatriota.

Segundo se sabe, o jovem não se beneficiou da proteção diplomática de sua embaixada em Berlim, e o representante da Suíça na Alemanha, Hans Frohlicher, adotou uma atitude de clara hostilidade com relação ao prisioneiro suíço. EFE vh/fal

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