Cone Sul está atento à gripe suína (ministros)

Os países do Cone Sul verificam uma tendência de queda nos casos de gripe suína, mas é preciso ficar atento para uma possível segunda onda da epidemia, disse nesta quarta-feira o ministro argentino da Saúde, Juan Manzur, após a reunião das autoridades sanitárias da região.

AFP |

"Há uma tendência de redução (...), mas precisamos ter cautela porque não descartamos uma segunda onda (da gripe suína) em nossos países", advertiu Manzur.

Funcionários de Saúde de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai se reuniram hoje, em Buenos Aires, para analisar a ameaça e coordenar medidas contra a gripe suína.

O grupo decidiu compartilhar informações e diagnósticos sobre a situação, além de monitorar a distribuição de antivirais na região, entre outras medidas.

"Manifestamos nossa preocupação com a disponibilidade de uma vacina, que deve estar pronta para comercialização até o final do ano, porque temos a informação de que boa parte da produção já está comprometida", revelou Manzur.

Nesse sentido, os participantes do encontro pediram ao representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) na Argentina, Antonio Pagés, que assegure uma provisão de vacina aos países do Cone Sul.

A chefe da Divisão de Prevenção e Controle de Enfermidades do Chile, Cecilia Morales, disse que o enfoque não deve se concentrar no número de óbitos, mas sim em "uma visão mais qualitativa sobre a situação real de cada um dos países".

Sobre o elevado número de casos na Argentina, Manzur explicou que "são relatados todos os casos de doenças respiratórias agudas", e que a "quantidade de notificações já atinge 120.000".

O representante do Brasil destacou que há 12 dias seu país adota a mesma metodologia da Argentina, incluindo nos relatórios todos os casos de doença respiratória aguda.

jos/LR/sd

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