Condoleezza Rice vai ao Oriente Médio para impulsionar negociações de paz

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice viaja neste final de semana para Israel, onde também visitará os territórios palestinos, para tentar reativar as estagnadas negociações de paz, antes da visita do presidente George W. Bush à região, em breve.

AFP |

Condoleezza deve jantar neste sábado em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, seguindo no domingo para Ramalah, na Cisjordânia, onde se encontrará com o presidente palestino, Mahmud Abbas.

A secretária de Estado também tem marcada uma reunião com os principais negociadores dos dois lados: a chanceler israelense, Tzipi Livni, e o ex-primeiro-ministro palestino Ahmed Qorei.

As duas partes mantêm conversações a portas fechadas há meses. Segundo um alto funcionário israelense, Condoleezza tentará obter a elaboração de um documento destacando os principais avanços alcançados até agora.

"Há, no entanto, poucas chances de que o tal documento seja divulgado, já que os dois lados desejam manter o conteúdo de seus diálogos em segredo até que um acordo abrangente seja concluído", afirmou o funcionário.

A caminho do Oriente Médio, Condoleezza Rice fez uma escala em Londres, onde participou de várias reuniões na quinta e sexta-feira. A mais importante delas foi a do Quarteto Internacional para o Oriente Médio, do qual fazem parte Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia. O grupo pediu a Israel que interrompa "todas as construções nos assentamentos" judeus na Cisjordânia e alivie o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.

Condoleezza, por sua vez, denunciou a pouca disposição apresentada até agora por parte de alguns países árabes ricos em liberar a ajuda econômica prometida à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Os doadores estrangeiros se comprometeram a ajudar com 7 bilhões de dólares, mas apenas 717 milhões foram entregues até agora - dos quais 215 milhões vieram dos países da Liga Árabe, segundo dados do departamento de Estado americano.

Estados Unidos, assim como Israel, tentam reforçar o poder do presidente palestino frente ao movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.

Washington quer isolar o Hamas, enquanto o Egito deseja negociar uma trégua entre o movimento radical e Israel.

No sábado, com o consentimento de Israel, centenas de membros das forças de segurança foram enviados a Jenin, na Cisjordânia, onde um palestino morreu na sexta-feira atingido por disparos israelenses, segundo fontes palestinas.

Segundo o Exército israelense, o homem havia se aproximado de um armazém militar no sul de Hebron armado com uma faca.

Bush viajará para o Oriente Médio entre os dias 13 e 18 de maio, mas nenhum encontro do presidente americano com israelenses e palestinos foi marcado.

Durante uma recente visita a Washington, Abbas alertou Bush que "uma distância importante" ainda separava as posições dos dois lados.

O presidente americano declarou, no entanto, que "continua mantendo a esperança" de um acordo de paz antes de deixar a Casa Branca, em janeiro de 2009.

rb/ap

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