Condoleezza Rice chega à Líbia para uma visita histórica

ARGEL - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, aterrissou nesta tarde em Trípoli, na Líbia, em uma visita que qualificou de histórica, depois de mais de meio século sem que um alto cargo americano viajasse ao país norte-africano, informaram os meios de imprensa líbios.

Redação com agências internacionais |

Rice chegou ao aeroporto militar de Maatiga, perto de Trípoli, às 17h15 (12h15 de Brasília), onde foi recebida pelo responsável líbio para Assuntos Americanos, Ahmed Fitouri.

A chefe da diplomacia americana foi recebida pelo secretário líbio das Relações com as Américas, Ahmed Fitouri.

Rice vai se encontrar nas próximas horas com o líder líbio, Muammar Kadhafi, antes considerado o grande inimigo dos Estados Unidos.

"É um momento histórico", declarou Rice em Lisboa, onde fez uma escala antes de prosseguir viajar para a Líbia. "Francamente, jamais pensei que visitaria a Líbia", admitiu aos jornalistas que viajam com ela.

Rice deve aproveitar a passagem por Trípoli para enviar um sinal claro ao Irã e à Coréia do Norte sobre a possibilidade de cooperar com os países ocidentais, a exemplo da Líbia, se abandonarem seus programa de armas de destruição em massa, seja nuclear, biológico ou químico.

Os Estados Unidos cortaram em 1981 os vínculos diplomáticos com a Líbia e bombardeoou Trípoli e a cidade de Benghazi em 1986, pelo que esta visita é considerada a melhor ilustração da nova etapa nas relações entre os dois países. A viagem de Rice também incluirá Argélia, Marrocos e Tunísia.

O último chefe da diplomacia americana que viajou à Líbia foi John Foster Dulles, em 1953, quando o país norte-africano era dirigido pelo rei Idris Senusi.

Fim do isolamento

Kadhafi anunciou, em dezembro de 2003, depois de meses de discussões secretas com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que a Líbia renunciava a todos os programas de ADM.

Kadhafi também elogiou o fim do isolamento a que esteve submetido seu regime num discurso pronunciado no domingo passado, por ocasião do 39º aniversário da revolução que o levou ao poder em 1º de setembro de 1969, quando o então jovem coronel depôs o rei Idris.

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