Condenado à prisão perpétua por estupro de meninas belgas recorre da pena

Bruxelas, 14 jun (EFE) - Abdallah Ait Oud, condenado na última terça-feira à prisão perpétua pelo estupro e assassinato, em junho de 2006, das meninas belgas Nathalie e Stacy, entrou com um recurso de cassação contra essa decisão judicial, informou hoje a agência Belga.

EFE |

Um dos advogados de Ait Oud, Olivier Martins, explicou que seu cliente continuará alegando sua inocência e assegurou que está disposto a ir "até o final".

A corte de cassação só pode se pronunciar sobre questões de direito e não sobre o fundo do assunto.

A defesa de Ait Oud questionou reiteradamente a igualdade do processo judicial e se esforçou para evidenciar a falta de serenidade e excessiva midiatização que cercaram a investigação e a instrução.

De acordo com seus advogados, o acusado não se beneficiou por esses motivos da presunção de inocência.

Nathalie Mahy, de 10 anos, e sua meia-irmã Stacy Lemmens, de 7, desapareceram em junho de 2006 enquanto estavam em uma feira em um subúrbio de Liège.

Quase três semanas depois, seus corpos foram encontrados a 200 metros do lugar.

Na noite do desaparecimento, Ait Oud, que foi visto no mesmo bar em que estavam as meninas e seus pais, lavou sua roupa e abandonou sua casa durante vários dias.

O que foi o único suspeito dos investigadores já tinha sido condenado no passado pelo estupro de uma prima e por seqüestrar e violentar outra adolescente.

O tribunal com júri de Liège que julgou o caso considerou Ait Oud culpado pelos crimes de seqüestro, estupro, atentado ao pudor e assassinato e condenou-o à prisão perpétua, a pena máxima na Bélgica.

Além disso, deverá permanecer dez anos à disposição do Governo, o que significa que, após cumprir sua pena de prisão, o Executivo pode prolongar a pena em até dez anos. EFE epn/db

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