A montadora americana Chrysler vai pedir concordata imediatamente e formar uma aliança com a Fiat, disse nesta quinta-feira o presidente americano, Barack Obama. Este não é um sinal de fraqueza, mas sim outro passo rumo à revitalização da Chrysler, disse Obama.


"Tenho certeza de que a Chrysler vai sair deste processo mais forte e competitiva."

A parceria com a Fiat criará a sexta maior montadora do mundo.

Sem desemprego

Os termos da concordata prevêem a formação de uma nova companhia, na qual a Fiat terá 20% de participação, podendo ser ampliada para 35%.

Os donos atuais Cerberus vão manter sua participação de 80.1%, mas a Daimler vai abrir mão de seus 19.9%. Os portadores de títulos da empresa vão receber US$ 2 bilhões em dinheiro em troca do perdão da dívida de US$ 6.9 bilhões.

Os bancos principais, a quem a Chrysler deve cerca de 70% de suas dívidas, aceitaram o acordo, mas a proposta foi rejeitada por investidores de fundos Hedge, posição que foi criticada por Obama.

A Fiat italiana não pagará nada por sua participação, que lhe dará acesso ao mercado americano. A empresa poderá apontar três diretores da nova companhia.

Em troca, a Chrysler vai se aproveitar do conhecimento da Fiat na fabricação de carros menores, mais eficientes, nas fábricas americanas já existentes. Nenhuma fábrica da empresa nos Estados Unidos será fechada e Obama afirmou que nenhuma vaga de emprego será perdida a curto prazo.

A Chrysler vai receber outros US$ 8 bilhões em ajuda governamental, fora os US$ 6 bilhões já prometidos pelo Tesouro.

A Casa Branca descreveu a situação da Chrysler como "uma curta concordata cirúrgica" que deve durar entre 30 e 60 dias.

As leis americanas de concordata protegem as empresas de seus credores, podendo arrumar suas finanças enquanto ainda atuam no mercado.


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