Comunidades cipriotas retomam conversas sobre reunificação

Nicósia, 18 abr (EFE) - Um novo processo sobre a reunificação do Chipre foi retomado hoje em Nicósia sob mediação da ONU, com uma rápida cerimônia e o início do trabalho preparatório por delegações das duas comunidades que dividem a ilha desde 1974: a greco-cipriota e turco-cipriota.

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A enviada especial da ONU Elizabeth Spehar lembrou no ato a "histórica" abertura da rua Ledras em Nicósia no dia 3 pela primeira vez desde 1974, como "um sinal das muitas que faremos para uma solução aceitável sobre o problema do Chipre", ressaltou.

"Acredito que hoje temos outro novo sinal positivo", acrescentou a alta funcionária internacional.

"A cerimônia de hoje constitui um bem-sucedido início", disse o representante turco-cipriota, Ozdil Nami, que destacou que "o que não foi conseguido em 20 meses foi alcançado em 20 dias".

Georgios Iacovou, delegado greco-cipriota nas conversas de hoje, qualificou de "histórico" o momento vivenciado pelo Chipre e expressou seu desejo de que o trabalho dos grupos de negociação e dos comitês técnicos "seja um passo em direção à reunificação da ilha".

Após os discursos, foi dado sinal verde para as reuniões de seis grupos de trabalho e sete comitês técnicos, integrados por delegados e especialistas de ambas as comunidades, no antigo aeroporto de Nicósia, onde atualmente está a sede da missão da ONU no Chipre.

O trabalho desses grupos se centrará em assuntos cotidianos relacionados com o problema da divisão da ilha e na preparação das negociações que deverão ser retomadas ao mais alto nível.

O Chipre está dividido desde que o Exército turco invadiu sua parte norte em 1974, após um golpe de Estado nacionalista greco-cipriota que contava com o apoio do então regime militar de Atenas.

A República do Chipre, de maioria grega e que ocupa dois terços da ilha, é reconhecida pela comunidade internacional, e desde 2004 é membro da União Européia (UE), enquanto a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre, presidida por Mehmet Ali Talat, só é reconhecida pela Turquia. EFE fl/db

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