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Berlim, 1 mai (EFE).- A comunidade judaica da Alemanha condenou hoje a profanação de seu cemitério no bairro de Weissensee, em Berlim, onde foram danificadas em duas noites consecutivas 50 lápides, coincidindo com os preparativos do Dia dos Mártires do Holocausto.

"É um ato vergonhoso, atribuível a pessoas para quem o espírito do nacional-socialismo segue vivo", disse a presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha, Charlote Knobloch.

O cemitério de Weissensee é "um dos mais representativos" para a comunidade judaica, prosseguiu Knobloch, que considera que não é casual o fato de a profanação ter acontecido esta semana, na qual em Israel lembra as vítimas do Holocausto.

Cerca de 30 túmulos foram destruídos na madrugada de terça-feira passada nesse cemitério, e na noite seguinte outro ato de vandalismo danificou outras 20 lápides.

O cemitério de Weissensee foi inaugurado em 1880 e nele estão enterrados 115.000 berlinenses, alguns deles judeus ilustres da cidade como o industrial Emil Rathenau e o hoteleiro Bertholt Kempinski.

O local é considerado patrimônio cultural da cidade e, como os museus, instalações e interesses da comunidade judaica da Alemanha, está sob vigilância especial.

No cemitério há um monumento em homenagem aos judeus assassinados em toda a Europa pelos nazistas. EFE gc/mh

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