A comunidade judaica argentina, uma das mais numerosas da diáspora, organizou nesta quinta-feira um ato de apoio a Israel sob o lema pela paz, pela vida e contra o terror, na sede da mutual AMIA, reconstruída após um violento atentado em 1994 que deixou 85 mortos e 300 feridos.

"A comunidade judaica argentina é contra o terrorismo e amante da paz. Não se esqueçam dos dois atos terroristas na Argentina, nos quais a Argentina foi atacada, embora seu alvo fosse uma entidade judaica", disse à AFP Carlos Frauman, presidente da Organização Sionista Argentina (OSA), que convocou a manifestação.

Dois anos antes da explosão da sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas e feriu 300, outro atentado terrorista destruiu a Embaixada de Israel em Buenos Aires, deixando um saldo de 29 vítimas fatais e 200 feridos.

Aldo Donzis, presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA) - que aderiu ao ato ao lado de grande parte das organizações judaicas do país -, disse que "a operação isralense não é dirigida contra o povo palestino, mas sim contra o grupo terrorista Hamas".

Sobre o contraste entre a quantidade de mortos do lado palestino (763) e israelense (8), Donzis afirmou que "a questão não é numérica. Uma morte sozinha já é uma tragédia em si. Nós valorizamos a vida. Se for possível chegar a um cessar-fogo, nós estaremos celebrando".

Frauman, que será um dos oradores do evento junto com o embaixador de Israel na Argentina, Daniel Gazit, indicou que o ato busca "reafirmar nosso apoio ao Estado de Israel", assim como "esclarecer o que está acontecendo no Oriente Médio".

"Israel está defendendo seus habitantes do sul dos mísseis atirados indiscriminadamente sobre a população civil pelo Hamas", acrescentou.

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