Comunidade internacional tenta ajudar na crise em Guiné-Bissau

Dacar, 3 mar (EFE).- Uma delegação da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) liderada pelo ministro de Assuntos Exteriores senegalês, Cheikh Tidiane Gadio, chegou hoje a Guiné-Bissau para ajudar a canalizar a crise surgida após o assassinato do presidente e do chefe do Exército guineenses.

EFE |

A Cedeao, que condenou os assassinatos do presidente, João Bernardo Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército, Tagmé Na Wai, se oferece a mediar entre grupos em conflito e facções rivais das Forças Armadas, a fim de evitar uma eventual guerra civil, informaram hoje emissoras de rádio regionais e senegalesas.

Enquanto isso, o Governo e o Parlamento tentam recuperar o pulso político, após o vazio de poder deixado pelos dois assassinatos, e a Assembleia Nacional Popular (Parlamento) está reunido para decidir a sucessão na Presidência, que, segundo a Constituição, corresponderia ao presidente da Câmara, Raimundo Pereira.

Pereira, se cumprir este preceito, ocuparia a Chefia do Estado transitoriamente por até dois meses, prazo estabelecido pela Constituição de Guiné-Bissau para convocar eleições presidenciais em caso de morte do presidente.

Por outro lado, a normalidade voltou hoje às ruas do país, após um dia de confusão e temor depois dos assassinatos do general Na Wai, no domingo à noite em um atentado com explosivos, e do presidente, morto na madrugada da segunda-feira. EFE st/an

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