Comunidade internacional pede contenção a israelenses e palestinos

Redação Central, 27 dez (EFE).- A comunidade internacional pediu o fim da violência e contenção às partes após o ataque lançado hoje pelo Exército israelense na Faixa de Gaza, que deixou pelo menos 200 mortos.

EFE |

No entanto, o Governo do presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, afirmou que, para o fim da violência no Oriente Médio, o movimento islâmico Hamas, que, desde junho de 2007, controla a Faixa de Gaza, "deve pôr fim aos ataques contra Israel".

"O Hamas deve pôr fim a suas atividades terroristas, se é que deseja desempenhar um papel no futuro do povo palestino", disse o porta-voz presidencial Gordon Johndroe, que acrescentou que "os Estados Unidos pedem a Israel que evite as baixas civis quando atacar alvos do Hamas em Gaza".

O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, pediu hoje um cessar-fogo "imediato" entre israelenses e palestinos e reivindicou às duas partes "a máxima contenção".

Em declaração lida à Agência Efe por um porta-voz, Solana se declara "muito preocupado pelos eventos em Gaza".

"Fazemos uma chamada a um imediato cessar-fogo e pedimos a todos a máxima moderação", continua o chefe da diplomacia européia.

A Presidência francesa da União Européia expressou hoje sua "profunda preocupação" com a escalada da violência na Faixa de Gaza e lamentou o "elevado número de vítimas civis".

A Liga Árabe condenou hoje o bombardeio israelense sobre a Faixa de Gaza e convocou uma reunião de urgência de seus ministros de Exteriores para a próxima segunda-feira.

A organização também pediu ao Conselho de Segurança da ONU para adotar medidas a fim de conter os ataques israelenses sobre a Faixa de Gaza e proteger os palestinos, segundo a agência de notícias governamental egípcia "Mena".

A Rússia pediu hoje que Israel pare os bombardeios na Faixa de Gaza e que o Hamas deixe de atacar com foguetes o território israelense, a fim de "romper o círculo vicioso da violência".

Em comunicado presidencial, o Egito criticou o ataque e atribuiu a Israel, "como força de ocupação", a responsabilidade pelos mortos e feridos na agressão.

Além disso, o Governo egípcio assegurou que seguirá fazendo seu trabalho de mediação entre os palestinos e os israelenses para "criar um ambiente propício para renovar a trégua e conseguir uma reconciliação interpalestina".

Já a Síria qualificou de "ato terrorista" e de "guerra de extermínio" a ofensiva israelense.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, destacou que Israel somou hoje "outro massacre à lista de massacres" contra os árabes.

Um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores jordaniano pediu que o ataque seja detido imediatamente, e ressaltou que o chanceler Salah Bashir já iniciou contatos para preparar um encontro na Liga Árabe.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou hoje que o bombardeio israelense sobre Gaza afastará de novo as esperanças de paz para a região.

Após a ação militar israelense, "o ódio crescerá ainda mais e as esperanças de paz voltarão a se afastar", disse Lombardi à "Rádio Vaticano".

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu hoje a israelenses e palestinos para acabar com a violência entre as duas partes e ressaltou que uma "paz duradoura" na região só pode ser alcançada por "meios pacíficos".

Em comunicado, o Ministério de Exteriores marroquino "denuncia com firmeza o uso desproporcional da força e esta trágica escalada da violência", e pede "o fim imediato às hostilidades, que, além das grandes perdas de vidas humanas, expõem, mais uma vez, a região à violência e às divisões".

O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, criticou o fim unilateral da trégua com Israel por parte do Hamas, ao mesmo tempo em que pediu à parte israelense que ofereça "uma resposta proporcional" e evite as vítimas civis.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, pediu hoje a israelenses e palestinos que parem a violência entre as duas partes e defendeu o diálogo como a única via possível para encontrar uma solução duradoura ao conflito na região.

A delegada da Autoridade Nacional Palestina (ANP) perante a União Européia (UE), Leila Shahid, acusou hoje Israel de cometer um "crime de guerra" em Gaza, e recriminou a comunidade internacional por "deixar matarem a população palestina".

"Está sendo bombardeada uma população civil que já sofre assédio há vários meses", afirmou Shahid à emissora "France Info", à qual acrescentou que se trata "fundamentalmente de um crime de guerra".

EFE int/db

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