Comunidade internacional oferece envio urgente de ajuda ao Haiti após tremor

Redação Central, 13 jan (EFE).- A comunidade internacional se dedica hoje ao envio de ajuda urgente ao Haiti, para os trabalhos de resgate e atendimento às vítimas do devastador terremoto que atingiu o país nesta terça-feira.

EFE |

A resposta aos pedidos de ajuda do país caribenho veio sem demora por parte de nações de todo o mundo. Governos e ONGs ofereceram o envio de equipamentos médicos, especialistas em busca de sobreviventes, profissionais da área da saúde e assistentes sociais, assim como de toneladas de alimentos, remédios e outros materiais de primeira necessidade.

O terremoto de 7 graus na escala Richter causou a destruição de boa parte da infra-estrutura do Haiti. A capital, Porto Príncipe, ficou praticamente arrasada, com inúmeros edifícios em ruínas, como o da sede local das Nações Unidas e o palácio presidencial.

Houve também sérios danos aos serviços de telecomunicações, o que tem dificultado as tentativas de contato de pessoas que estão em outros países e procuram notícias sobre amigos e parentes no Haiti.

As primeiras ajudas já começaram a chegar ao país caribenho, segundo o embaixador haitiano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Duly Brutus, que afirmou que "nunca o país precisou tanto de ajuda da comunidade internacional".

Os gestos de solidariedade ao Haiti se multiplicaram nas últimas horas, em todos os continentes.

Segundo presidente americano, Barack Obama, o país caribenho tem "o apoio total dos Estados Unidos", que responderá "de forma rápida, coordenada e enérgica" à catástrofe.

Os EUA enviaram quatro navios e um avião de carga ao Haiti, e vão ajudar também a pôr novamente em funcionamento o aeroporto de Porto Príncipe, cuja torre de controle foi danificada no terremoto, e que é fundamental para receber ajuda aérea de outros países.

A América Latina também respondeu com prontidão aos apelos, e países como República Dominicana, Venezuela, Chile, Cuba, Ecuador, Colômbia, Argentina, Peru, México, Guatemala, Panamá e Nicarágua, entre outros, já se mobilizaram.

O Brasil, que lidera a força de paz da ONU no Haiti, anunciou uma doação no valor de US$ 10 milhões, além de 28 toneladas de alimentos.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, embarcou hoje rumo ao país, com uma delegação composta por representantes das Forças Armadas, dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pelo secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, e o senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, que morreu no terremoto.

Já de Caracas decolou um avião da Força Aérea venezuelana com dezenas de médicos, bombeiros e socorristas, assim como remédios, alimentos e água.

O Governo do México enviará ao Haiti "o mais rápido possível" um grupo de médicos e especialistas em avaliação de danos e emergências, além de cães treinados em busca e resgate de pessoas.

Também decolarão nas próximas horas aviões enviados pelos governos de Colômbia, Peru e Equador, todos com profissionais e materiais de primeira necessidade.

O Governo chileno enviará um avião com 12 toneladas de alimentos e três de remédios, além de médicos, membros das forças de segurança e cães adestrados em busca de desaparecidos.

A Espanha, que coordena a ajuda humanitária europeia para o Haiti, por ocupar a presidência rotativa da União Europeia (UE), fretará hoje três aviões para enviar material de emergência.

Um dos aviões partirá de Madri, e dois desde a base logística de ajuda humanitária que a Espanha possui no Panamá. Além disso, a Comissão Europeia anunciou o desbloqueio de três milhões de euros de ajuda de urgência para o Haiti.

Bruxelas também ativou o alerta no Centro de Controle e Informação (MIC) da UE - responsável por estabelecer vínculos entre as autoridades de proteção civil dos 30 países-membros europeus - para que possa fornecer assistência.

O Governo belga informou que poderá enviar hoje mesmo um avião com 60 especialistas em resgate, equipes de busca de vítimas, instalações para a purificação de água e um hospital de campanha.

Luxemburgo também ofereceu uma equipe de resgate, enquanto dois aviões franceses partirão rumo ao Haiti, com pessoal e ajuda humanitária para a ex-colônia francesa, onde residem cerca de 1.500 franceses.

Por sua vez, o Governo italiano decidiu destinar um milhão de euros para as entidades internacionais que ajudam os desabrigados, enquanto a Conferência Episcopal Italiana (CEI) enviará dois milhões de euros aos desabrigados.

A ONU anunciou ter mobilizado suas equipes de emergência para que ajudem a coordenar a chegada de assistência humanitária. Além disso, autorizou uma verba de US$ 10 milhões de seu fundo de emergências.

ONGs como Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Oxfam, presentes no Haiti, começaram a ajudar a população logo após a tragédia.

O terremoto, de 7 graus na escala Richter, aconteceu às 19h53 (horário de Brasília) de terça-feira, e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, afirmou hoje que o número de mortos pode chegar a "centenas de milhares".

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu na tragédia. EFE.

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