Comunidade internacional fecha cerco a Honduras

A comunidade internacional fecha o cerco a Honduras: a ONU condenou o golpe e exigiu o retorno do presidente deposto Manuel Zelaya, ao mesmo tempo que os organismos financeiros internacionais congelaram os empréstimos ao pequeno país da América Central.

AFP |

A Assembleia Geral das Nações Unidas, que ouviu um discurso de Zelaya na terça-feira, aprovou por unanimidade uma resolução em que condena o golpe e pede sua volta ao poder, do qual foi expulso por um golpe no domingo.

O Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Centroamericano de Integração Econômica (BCIE) anunciaram a suspensão dos empréstimos e pagamentos ao país.

Roberto Micheletti, o novo presidente designado pelo Congresso Nacional, anunciou que ante o bloqueio dos organismos internacionais, Tegucigalpa destinará 20 milhões de lempiras (1,1 milhão de dólares) para combater a gripe A (H1N1) e outros 30 milhões (US$ 1,6 milhão) para a prevenção das inundações.

A resposta contundente da comunidade internacional parece não ter modificado em nada a vontade das autoridades hondurenhas.

O procurador-geral, Luis Alberto Rubí, anunciou na terça-feira uma ordem de prisão internacional contra Zelaya, a quem acusa de 18 crimes, incluindo traição à pátria, abuso de autoridade e corrupção.

Rubí advertiu que assim que Zelaya pisar no país será detido.

O presidente deposto, que deve visitar nesta quarta-feira a sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, já anunciou que na quinta-feira retornará ao país, acompanhado pelo secretário-geral da mesma, José Miguel Insulza, e pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, entre outros.

af/fp

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