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Comunidade internacional exorta Mianmar a salvar vidas

A comunidade internaacional exortou neste domingo Mianmar a salvar os sobreviventes do ciclone cumprindo com sua promessa de liberar o acesso de todos os trabalhadores humanitários estrangerios ao país, durante uma conferência internacional ao término da qual a ajunta esperava arrecadar bilhões de dólares para sua reconstrução.

AFP |

"Temos que priorizar o objetivo imediato, que é salvar vidas", afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na abertura da reunião.

Quando esta conferência foi anunciada, na semana passada, pela ONU e pela Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), a antiga Birmânia avaliou em 10,7 bilhões de dólares os danos provocados pelo ciclone Nargis.

No entanto, ao término dos debates deste domingo, nenhuma promessa precisa de doação a este país pobre, arrasado nos dias 2 e 3 de maio por uma das piores catástrofes naturais da história recente, foi anunciada.

O Nargis já deixou pelo menos 133.600 mortos e desaparecidos e 2,4 milhões de desabrigados.

"Nosso desafio imediato é humanitário", lembrou Ban Ki-moon, avisando que "vai demorar pelo menos seis meses para alimentar e cuidar das pessoas que perderam tudo".

"As infra-estruturas precisam ser reconstruídas, mas isso não pode ser nossa maior preocupação", alertou o secretário-geral.

Para John Holmes, o encarregado dos assuntos humanitários da ONU, "ainda estamos na fase de emergência desta crise".

Os dirigentes militares birmaneses estão conscientes da "necessidade de atuar com urgência", garantiu Ban Ki-moon.

"Espero, e acredito, que qualquer dúvida que o governo birmanês possa ter tido em relação a esta emergência faça agora parte do passado", acrescentou.

Querendo mostrar otimismo, Ban Ki-moon elogiou o "novo espírito de cooperação" entre a junta e a comunidade internacional.

Até a China, vizinha e aliada da junta militar de Mianmar, é favorável a "um maior papel" da ONU no país asiático, frisou o ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi.

Ban Ki-moon havia obtido sexta-feira o sinal verde do número um birmanês, Than Shwe, para a entrada de "todos os trabalhadores humanitários" no país asiático.

Os generais "estão totalmente dispostos a aplicar o acordo concluído" sexta-feira com Than Shwe, sustentou Ban Ki-moon.

Porém, na primeira declaração direta das autoridades desde então, o primeiro-ministro Thein Sein se mostrou mais comedido. "Mianmar está disposto a aceitar os grupos (humanitários) interessados na reconstrução e na reabilitação, conforme as nossas prioridades e a amplitude do trabalho que deve ser realizado", comentou.

"Vamos examinar a possibilidade de deixá-los vir", acrescentou.

Ban Ki-moon se disse "muito animado" com esta declaração.

O acordo de princípio dos generais representa uma concessão, depois de semanas de bloqueio.

ONG e diplomatas também advertiram para qualquer excesso de otimismo, e querem ver se o regime vai mesmo cumprir com suas promessas.

Para a comunidade internacional e as organizações humanitárias, o mais importante é chegar o mais rápido possível ao delta do Irrawaddy, no sudoeste do país.

"A aplicação rápida e completa (das promessas da junta) é fundamental", admitiu Ban Ki-moon, reafirmando seu compromisso "estreito e contínuo" com a resolução da crise humanitária birmanesa.

"Os participantes da conferência querem que as promessas sejam traduzidas em atos", avisou Holmes.

Os Estados Unidos, que enviaram mais de 20 aviões de assistência e 20 milhões de dólares a Mianmar, "estão dispostos a doar muito mais", frisou a diplomata americana Shari Villarosa, que quer "atuar rapidamente para evitar mais perdas humanas".

Para o embaixador da Comissão Européia, Friedrich Hamburger, a conferência é "um passo na direção certa". A França, por sua vez, considerou que "o acesso livre dos trabalhadores humanitários estrangeiros à área do delta permanece indispensável".

bur/yw

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