Comunidade internacional doa US$ 4,55 bi para reconstrução da Geórgia

Bruxelas, 22 out (EFE) - As autoridades georgianas receberão da comunidade internacional 3,447 bilhões de euros (US$ 4,55 bilhões) para a reconstrução do país após o conflito com a Rússia, mais que o previsto pela União Européia (UE) e pelo Banco Mundial (BM), que organizaram a Conferência de Doadores para a Geórgia realizada hoje. Deste valor, a ser entregue em três anos, 850 milhões de euros virão do setor privado. As maiores contribuições públicas serão as de Estados Unidos (751 milhões de euros), Comissão Européia (500 milhões de euros) e Japão (150 milhões de euros).

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No caso de outros países europeus, segundo diversas fontes diplomáticas, a Suécia doará 70 milhões de euros, a Alemanha, 33 milhões de euros; a Noruega, 30 milhões de euros; a França, 7 milhões de euros; a Itália, 3 milhões de euros; e a Espanha, 1 milhão de euros.

O primeiro-ministro georgiano, Lado Gurgenidze, admitiu em entrevista coletiva que "é muito mais do que se espera", sobretudo "em um ambiente de crise financeira", o que levou seu Governo a agradecer aos 67 países e organizações participantes.

Ele garantiu que "cada euro, dólar ou libra" recebido servirá para construir um país "mais forte, próspero, livre, democrático, verdadeiramente europeu, e para aliviar de modo significativo o sofrimento humano produzido depois de 7 de agosto", data do início das hostilidades.

A comissária européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Walder, afirmou que "o mais importante é que a Geórgia não esqueça que este esforço deve ser dedicado à reconstrução e ao bom Governo", e afirmou que fará "todo o possível" para reforçar os mecanismos de controle das ajudas.

"É interesse de todos ter uma grande transparência", ressaltou a comissária após ser questionada sobre as advertências da oposição e do defensor público da Geórgia de que o Governo de Mikhail Saakashvili deve ser estreitamente vigiado agora.

O vice-presidente do Banco Mundial, Shigeo Katsu, considerou também que a chave agora é conseguir que os fundos financeiros invistam de maneira "coordenada" com as instituições internacionais.

Na primeira etapa, a ajuda se concentrará em cobrir as necessidades básicas dos deslocados internos.

Depois, a tentativa será equilibrar o orçamento georgiano e estimular os investimentos para impulsionar a economia, que, antes da ação russa, crescia 10% ao ano.

O próprio Governo de Tbilisi fornecerá 375 milhões de euros (US$ 500 milhões) para os projetos de reconstrução.

Segundo o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, era "indispensável" oferecer uma "solução política e econômica" à crise caucásica.

O ministro francês afirmou que contribuir para a estabilidade da região "não é só uma prova de caridade e solidariedade".

No mesmo sentido, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse que a ajuda à Geórgia é, além de "um imperativo moral", uma maneira de "garantir a segurança energética para a UE".

Um dos principais temores dos líderes europeus é o impacto dos confrontos entre russos e georgianos sobre os oleodutos e gasodutos que transportam energia do Mar Cáspio para a Europa, e que são fundamentais para a sobrevivência de projetos pan-europeus, como o gasoduto Nabucco, entre Turquia e Europa Central. EFE met/rb/db

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