Comunidade internacional condena teste nuclear da Coreia do Norte

SEUL - Líderes mundiais condenaram a Coreia do Norte por realizar testes nuclear e de mísseis nesta segunda-feira, e o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os atos de Pyongyang são um desafio insensato que justificam ação por parte da comunidade internacional.

Redação com agências internacionais |

Enquanto países se preparavam para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU ainda nesta segunda, o chefe de política externa da União Europeia, Javier Solana, qualificou o teste nuclear de "violação flagrante" de uma resolução do Conselho, algo que requer "uma resposta firme".

China, Rússia, França e Grã-Bretanha -- que, com os EUA, são membros permanentes do Conselho de Segurança -- expressaram alarme diante do teste nuclear realizado pelo Estado isolado, que, segundo Moscou, foi tão potente quanto a bomba atômica que os EUA lançaram sobre Nagasaki na 2a Guerra Mundial.


Sul-coreanos protestam contra teste nuclear da Coreia do Norte / AP

Veja abaixo a reação dos principais países após o teste nuclear da Coreia do Norte:

Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta segunda-feira o teste nuclear subterrâneo realizado pela Coreia do Norte . "Estas ações, embora não sejam surpresa dadas as declarações e ações até esta data, são uma questão de grande preocupação para todas as nações", afirmou o presidente em nota oficial emitida em Washington .

"Tentativas da Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares, assim como seu programa de mísseis balísticos, constituem uma ameaça à paz e à segurança internacional. O perigo apresentado pelas atividades ameaçadoras da Coreia do Norte exigem ação da comunidade internacional", afirmou Obama.

Coreia do Sul

A Coreia do Sul qualificou hoje como um "ato de provocação" e uma "grave ameaça" para a paz no mundo o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, segundo o porta-voz presidencial sul-coreano, Lee Dong-kwan.

O governo sul-coreano disse que o teste nuclear, o segundo da Coreia do Norte após o de outubro de 2006, é uma ameaça contra a paz na península, a região do Nordeste da Ásia e o mundo, além de um "desafio" contra a não-proliferação nuclear.

Japão

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, considerou hoje que o segundo teste nuclear da Coreia do Norte "viola claramente" as resoluções do Conselho de Segurança (CS) da ONU, entre elas a aprovada após o primeiro teste atômico de 2006.

Em declaração perante os jornalistas, o primeiro-ministro do Japão disse também que o teste da Coreia do Norte é "um grave desafio" ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que o regime comunista abandonou em 2003.

Grã-Bretanha

A Grã-Bretanha também manifestou preocupação com o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, condenou a ação norte-coreana e disse que ela "vai minar a possibilidade de paz na península coreana e não ajudará a segurança da Coreia do Norte".

"A comunidade internacional vai tratar a Coreia do Norte como um parceiro se ela se comportar de maneira responsável. Se não fizer isto, pode esperar apenas contínuo isolamento", disse Brown.

China

A China, aliada da Coreia do Norte, pediu nesta segunda-feira a Pyongyang que interrompa qualquer ação que possa agravar a situação, depois do anúncio do regime norte-coreano de um teste nuclear.

"A China pede com firmeza a Coreia do Norte que cumpra a promessa de acabar com programa nuclear e dar fim a todas as ações que possam inflamar a situação", afirma um comunicado do ministério chinês das Relações Exteriores.

ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se declarou "profundamente preocupado" com o anúncio da Coreia do Norte de que o país executou com sucesso um novo teste nuclear e afirmou que acompanha a situação de perto.

"Acompanho a situação de perto na região, assim como as consultas do Conselho de Segurança das Nações Unidas que deve se reunir hoje em Nova York para uma reunião de emergência", disse Ban Ki moon.

Comissão Europeia defende reação "firme" à teste nuclear; assista:

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