Comunidade internacional condena atentados em Mumbai

Estados Unidos, União Européia, Paquistão, a ONU e a Liga Árabe, além de China, Rússia, Israel, o Vaticano e países latino-americanos como Brasil e Venezuela expressaram indignação com os atentados que deixaram pelo menos cem mortos na cidade indiana de Mumbai.

AFP |

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a punição dos autores dos ataques de quarta-feira: "Uma violência assim é totalmente inaceitável", declarou.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ligou para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, para transmitir condolências e oferecer apoio para "restaurar a ordem, proporcionar segurança à população e consolo às vítimas e suas famílias, assim como investigar estes atos infames".

O presidente eleito, Barack Obama, que assumirá no dia 20 de janeiro, disse que os Estados Unidos devem trabalhar para estreitar seus laços com a Índia e com outras nações para "eliminar pela raiz e destruir as redes terroristas".

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou que enviará especialistas à Índia para ajudar nas investigações.

O governo brasileiro manifestou "profundo pesar" e condenou "todas as formas de terrorismo", de acordo com uma nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

A Venezuela também condenou "de forma categórica" os ataques e exortou que os grupos que os perpetraram sigam pelo "caminho da não violência e da igualdade humana", em um comunicado divulgado pelo governo em Caracas.

A Liga Árabe definiu os ataques como "atos criminosos e terroristas" que "alimentam o ciclo de violência e as represálias".

No Golfo Pérsico, os Emirados Árabes Unidos denunciaram "um crime abjeto e horrível", enquanto o Catar se referiu a "um ato terrorista contrário aos valores morais e humanos" e o Kweit manifestou "solidariedade" ao "governo amigo da Índia".

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, condenou energicamente os atentados, destacando a "necessidade de adotar medidas estritas para erradicar o terrorismo e o extremismo da região", segundo a agência Associated Press of Pakistan.

O presidente russo, Dimitri Medvedev, disse por sua vez que "os ataques terroristas desumanos contra hospitais, hotéis e outros locais públicos com o objetivo de matar civis e fazer reféns são crimes contra os fundamentos de uma sociedade civilizada".

Em Pequim, o porta-voz da chancelaria, Qin Gang, declarou que a China "condena firmemente a série de ataques em Mumbai" e se opõe a "toda forma de ataque terrorista".

No Vaticano, o Papa Bento XVI fez um apelo urgente para que "acabem com todos os atos de terrorismo", que "ofendem gravemente a família humana e desestabilizam gravemente a paz".

Já Israel viu nos ataques "mais uma prova dolorosa de que a ameaça terrorista é a maior ameaça" para a comunidade internacional.

Segundo a Federação Judaica Indiana, homens armados ainda mantinham uma família judia e um rabino reféns no complexo residencial e empresarial Nariman House nesta quinta-feira.

Os atentados foram reivindicados por um grupo islâmico até então desconhecido, que se apresentou como "Deccan Mujahedines" (nome de uma mesquita situada no centro da Índia).

bur-avl/lm/ap

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