Comunidade haitiana da Flórida demonstra comoção após terremoto

Miami, 12 jan (EFE).- A comunidade haitiana do estado americano da Flórida expressou hoje seu profundo pesar e dor pelo terremoto de 7 graus na escala Richter que abalou o Haiti nesta terça-feira.

EFE |

"Estamos muito preocupados, é horrível o que aconteceu", disse à Agência Efe Marleine Bastien, da organização Haitian Women of Miami.

Bastien destacou que os haitianos residentes nos EUA não conseguem se comunicar com seus familiares na terra natal porque as linhas telefônicas do país estão cortadas.

"Estamos todos em choque", declarou.

Há mais de 1,2 milhão de haitianos residentes nos EUA, dos quais cerca de 700 mil vivem na Flórida.

O terremoto mais forte, de 7,0 graus na escala Richter, foi registrado às 19h53 de Brasília. Seu epicentro foi localizado a 15 quilômetros ao sudoeste de Porto Príncipe, a capital do Haiti.

Em seguida, dois tremores, o primeiro de 5,9 graus e o segundo, de 5,5 graus, sacudiram o Haiti num intervalo de pouco mais de 20 minutos após o sismo inicial.

O embaixador do Haiti nos EUA, Raymond Joseph, pediu hoje em entrevista à "CNN" ajuda internacional para atenuar os danos materiais e humanos provocados pelo terremoto, que em suas palavras podem ter tido proporções "catastróficas".

"Definitivamente, peço a ajuda dos EUA", disse o embaixador, que parecia emocionado na entrevista. "A única coisa que posso fazer agora é rezar e confiar em que o pior não aconteça", completou.

Desde 2008, a ilha caribenha foi castigada por pelo menos três furacões devastadores, "Gustav", "Hanna" e "Ike", que deixaram 800 mortos e provocaram prejuízos de US$ 8 bilhões. EFE emi/bba

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