Compras de Natal em Londres sofrem queda com crise

Em dezembro, consumidores costumam lotar as principais ruas do centro comercial de Londres em busca de presentes de Natal para a família e os amigos. Mas o bolso está mais vazio neste ano por causa da crise financeira, e a previsão é de que os consumidores gastem cerca de 300 milhões de libras (o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão) a menos do que no ano passado.

BBC Brasil |

No último fim de semana, por exemplo, as vendas foram cerca de 20% mais baixas.

Para tentar aquecer a economia britânica, o governo reduziu a taxa de juros básica do país nesta semana para 2% - o nível mais baixo desde 1951 - além de reduzi o imposto sobre quase todos os bens e serviços de 17,5% para 15% no mês passado.

Depois de se animar com as medidas, muitos consumidores sentiram que elas não resultavam em grandes economias, o que obrigou os lojistas a adiantar as liquidações de inverno, no que está sendo considerado o maior corte de preços dos últimos 30 anos.

Cautela
Grandes redes de lojas anunciam dias específicos liquidando a maioria de suas mercadorias em até 20%, enquanto outras oferecem promoções todos os dias, com descontos de até 50% ou dando a oportunidade para o consumidor levar dois produtos iguais pelo preço de um.

Mesmo com todas as táticas para conquistar o consumidor, muitos ainda estão se contendo para não gastar demais, como o estilista Osvaldo Gama.

"Com a queda da economia mundial, não estamos gastando tanto como gastamos no Natal do ano passado", afirma Gama. "Não estou aproveitando as liquidações porque não quero gastar."
A psicóloga Júlia Carvalho também está cautelosa. "Estou aproveitando um pouquinho (as promoções), mas a gente está se segurando, porque a grana está curta", diz a brasileira.

Vários consumidores trocaram as lojas reais pelas virtuais, Muitos sites também estão oferecendo promoções e muitas vezes conseguem vender vários produtos com preços menores do que nas lojas.

De acordo com uma pesquisa da empresa de consultoria Deloitte, os gastos com compras online vão aumentar 10% neste ano em relação a 2007.

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