Complexo de Yongbyon, espinha dorsal do arsenal atômico da Coréia do Norte

O complexo nuclear de Yongbyon, fechado desde julho de 2007 e e Pyongyang se comprometeu a desmantelar, é a espinha dorsal do arsenal atômico do regime comunista.

AFP |

Yongbyon, localizado a cerca de 100 km da capital norte-coreana, representa a principal instalação nuclear da Coréia do Norte: um reator de pesquisa com capacidade para 5 megawatts (MW), outros dois com maior capacidade, mas ainda em construção, e um centro para tratamento de plutônio. Em torno de 2.000 a 3.000 pessoas trabalham no local.

Em Yongbyon, há também um centro para tratamento de barras de combustível nuclear.

Com sua pequena capacidade de 5 MW, o único reator atualmente em funcionamento não dá conta dos numerosos cortes de energia elétrica sofridos no país.

Segundo Cheon Seong-whun, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, nunca produziu eletricidade.

"A Coréia do Norte afirma que o reator produz eletricidade, mas é difícil de acreditar. É evidente que o reator de 5 MW é usado para a produção de plutônio para fins militares", declarou.

Desde que entrou em funcionamento em 1987, o complexo do Yongbyon produziu plutônio suficiente para fabricar entre seis e oito bombas, segundo especialistas sul-coreanos e americanos.

Em Yongbyon, as barras de combustível irradiadas que servem para a fabricação de uma arma nuclear foram recicladas.

A Coréia do Norte, que testou pela primeira vez uma bomba atômica em outubro de 2006, anunciou em 2003 que seu primeiro reator em Yongbyon havia extraído 8.000 barras de combustível.

O reator foi desligado no marco de um acordo concluído em 1994 com os Estados Unidos, mas o regime norte-coreano o reiniciou ao final de 2002, após ser acusado pelas autoridades americanas de ter retomado em segredo seu programa nuclear.

Por conta do acordo multilateral de 13 de fevereiro, a Coréia do Norte deveria fechar o complexo de Yongbyon num prazo de dois meses e convidar os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para verificar a medida. Este fechamento é considerado o primeiro passo para a "a desativação completa" do conjunto de instalações nucleares norte-coreanas.

app/drr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG