O movimento nas urnas é lento nesta sexta-feira, no segundo turno das eleições presidenciais do Zimbábue, consideradas pela oposição e vários países como uma farsa. O líder oposicionista, Morgan Tsvangirai, está boicotando o pleito por causa da violência e intimidação sofridas pelos seus partidários.

Clique na imagem para ver o infográfico sobre a eleição no Zimbábue

Seu nome permanece, entretanto, na cédula eleitoral.

Tsvangirai pediu aos simpatizantes de seu partido, Movimento pela Mudança Democrática, que não votem, a menos que tenham a vida ameaçada.

Há notícia de que até agora o comparecimento às urnas parece menor do que o observado no primeiro turno, em março, quando o candidato da oposição conquistou mais votos do que o presidente Robert Mugabe, que concorre à reeleição. Ele agora é o único candidato.

Em algumas áreas da capital, Harare, gangues de jovens leais a Mugabe estão indo de porta em porta para forçar os eleitores a votarem. O presidente já depositou o seu voto e disse que está otimista.

Pressão internacional

A eleição está sendo levada adiante apesar de pressão internacional para seu adiamento.

EFE/Kim Ludbrook
Opositores de Mugabe protestam
 Ministros do Exterior do G8, reunidos no Japão, disseram que não podem aceitar a legitimidade de um governo no Zimbábue "que não reflita a vontade do povo zimbabuano".

Segundo o G8, violência, obstrução e intimidação tornaram uma eleição livre e justa no país impossível.

Os Estados Unidos e a Alemanha disseram que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai considerar a possibilidade de sanções contra o Zimbábue quando se reunir na próxima semana.

O correspondente da BBC no sul da África Peter Biles disse que o clima entre os partidários da oposição no Zimbábue é de medo.

Segundo a oposição, milhares de seus partidários ou simpatizantes já foram intimidados ou atacados e vários foram mortos.

Pró-Mugabe

O Zanu-PF diz que deseja uma votação de 100% para Mugabe.

O jornal estatal do Zimbábue Herald, disse que é esperado "um maciço comparecimento às urnas nesta sexta-feira", mas jornalistas zimbabuanos em Harare e Bulawayo disseram à BBC que a votação começou devagar, se comparado ao grande índice de comparecimento observado no primeiro turno".

Themba Nkosi, em Bulawayo, afirmou que há muito pouca gente nas secções eleitorais no movimentado bairro de Cowdray Park.

A única fila que se vê na área é de veteranos da guerra da independência, e que são, na maioria, pró-Mugabe.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.