O principal gasto das companhias que não podem voar por causa do fechamento do espaço aéreo europeu será com a hospedagem dos passageiros, de acordo com um estudo do Citi Group divulgado nesta segunda-feira.


Segundo o estudo, uma companhia como a British Airways (BA) enfrenta um impacto financeiro entre 10 e 20 milhões de libras diárias (11,34 milhões euros e 22,69 milhões de euros) apenas pelo cancelamento de voos.

O estudo estima que metade dessas perdas será recuperada nos dias seguintes à normalização dos voos, quando os turistas retomarem as viagens atrasadas.

No entanto, não devem ser recuperados os custos com a hospedagem de passageiros em hotéis, que no caso da British Airways deve passar de 8 milhões de libras por dia (9,07 milhões de euros).

O relatóri também calculou as perdas durante o fechamento do espaço aéreo de outras companhias como Air France-KLM, que deixou de ganhar entre 25 milhões e 50 milhões de euros por dia.

Por dia, a Lufthansa teve perdas entre 35 milhões de euros e 50 milhões de euros; e a easyJet e a Ryanair cerca de 4 milhões de libras (4,54 milhões de euro).

O relatório aponta que a easyJet e a Ryanair, companhias aéreas de baixo custo, não estão pagando o alojamento aos passageiros porque alegam que "se trata de uma interrupção do serviço cuja solução está fora de seu alcance".

"Outras companhias estão pagando o alojamento aos clientes por uma questão de atenção ao consumidor e para reduzir o caos nos aeroportos", indica o relatório.

O texto apontou que "ainda não está claro" que cobertura os seguros terão que dar aos passageiros e às companhias aéreas, "embora exista muita pressão política e da imprensa para que as seguradoras assumam suas responsabilidades".


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