LONDRES (Reuters) - Uma vacina para combater a gripe H1N1 desenvolvida pela chinesa empresa Sinovac Biotech é eficaz depois de apenas uma injeção, informou o fabricante na terça-feira. A notícia elevou as ações da fabricante de vacinas chinesa em 10 por cento na bolsa dos EUA.

Até agora os especialistas haviam calculado que seriam necessárias duas injeções para conferir imunidade contra a doença, chamada gripe suína. Mas a Sinovac, a primeira empresa do mundo a finalizar os ensaios clínicos para uma vacina contra a gripe H1N1, disse que foi comprovado que uma única dose de sua vacina é suficiente.

Grandes fabricantes de vacinas de gripe, incluindo Sanofi-Aventis, GlaxoSmithKline, Novartis, Baxter, CSL e Solvay, se apressam para desenvolver uma vacina contra a gripe suína.

O surto de gripe H1N1, declarado pandemia em 11 de junho, propagou-se pelo mundo e deverá afetar 2 bilhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

As autoridades estão preocupadas em ter estoques suficientes de vacina, mas a possibilidade de vacinar a população uma vez só -- em vez de duas -- elevaria os estoques de forma substancial.

A Sinovac disse que a imunogenicidade após uma dose de sua vacina "atingiu os critérios internacionais para vacinas". Não houve indícios de reações adversas severas, acrescentou a empresa.

Os ensaios clínicos da Sinovac foram iniciados em Pequim em julho e a inoculação foi finalizada em 15 de agosto, e um total de 1.614 participantes receberam a vacina.

As agências reguladoras ao redor do mundo deverão começar a aprovar vacinas da gripe suína no mês que vem, à medida que saiam outros resultados de ensaios clínicos, permitindo que os governos iniciem programas de vacinação em massa a partir de setembro, de acordo com a OMS.

Especialistas da área da Medicina dizem que as vacinas precisam ser disponibilizadas rapidamente e em grande quantidade para ter um grande impacto.

As vacinas chegaram muito tarde nas pandemias de gripe de 1957 e de 1968 e em 1918 as vacinas contra a gripe ainda não tinham sido desenvolvidas na pandemia de "gripe espanhola" que matou cerca de 50 milhões de pessoas.

(Reportagem de Ben Hirschler)

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