Comores acusa França de não ter comunicado falhas no avião acidentado

Paris, 1 jul (EFE).- O vice-presidente e ministro dos Transportes de Comores, Idi Nadhoim, reprovou hoje as autoridades francesas pelo fato de não terem comunicado que o avião que caiu no Oceano Índico na segunda-feira (hora de Brasília) estava proibido de voar em céu francês, devido a falhas detectadas no aparelho.

EFE |

Nadhoim disse, em entrevista à emissora "France 24", que há muitas companhias cujos aviões não podem voar em território francês e que, neste caso, "surpreendentemente, a França não nos comunicou a lista dos aparelhos (proibidos) da companhia Yemenia".

"Gostaria que os franceses tivessem nos informado do estado deste avião, que nos dissessem se tinha problemas", insistiu o vice-presidente.

A acusação do responsável do Governo de Comores ocorre depois que o secretário de Estado de Transportes francês, Dominique Bussereau, revelou que a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC, em francês) da França tinha constatado "certo número de defeitos" no avião iemenita que caiu no Índico.

O aparelho, da companhia Yemenia Airway, "tinha sido controlado em 2007 pela DGAC na França e tinha sido constatado um certo número de defeitos", disse na terça-feira o responsável francês, em declarações à rede de televisão "i-Télé".

A partir de então, o avião não voltou a voar "em nosso país", acrescentou Bussereau. EFE pi/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG