Comitês de apoio a Betancourt criticam rejeição das Farc à missão

Paris, 8 abr (EFE).- Os comitês de apoio à franco-colombiana Ingrid Betancourt expressaram hoje sua decepção pela rejeição das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) à missão humanitária enviada pela França com a participação da Espanha e da Suíça para socorrer a refém.

EFE |

Em comunicado divulgado hoje pela agência de notícias "ABP", a direção das Farc afirmou que a missão "não procede, e muito menos quando não é resultado de um acordo prévio".

A Presidência francesa e o Ministério de Assuntos Exteriores do país não reagiram por enquanto à rejeição da missão por parte da guerrilha.

A Federação Internacional de Comitês Ingrid Betancourt (Ficib) disse que a rejeição das Farc é uma "má notícia", sendo que o comitê francês de apoio à refém disse que é "uma decepção".

Entretanto, em entrevista à Agência Efe, o porta-voz do Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt, Hervé Marro, disse que "nem todas as portas estão fechadas".

Marro falou que as Farc "continuam desejando um acordo humanitário", em alusão à troca de reféns por rebeldes que a guerrilha quer negociar com o Governo colombiano em uma zona desmilitarizada.

"Vamos ver o que acontece nos próximos dias", acrescentou Marro.

A Ficib disse por meio de comunicado que a rejeição das Farc não surpreende a organização.

De acordo com a entidade, a França enviou a missão com base em "informações não confirmadas" sobre a saúde da refém e agora "parece verificar que eram apenas rumores. A reação das Farc parece demonstrar que o estado de saúde de Ingrid não justifica uma operação de extrema urgência, o que é um ponto positivo".

Por outro lado, diz a Ficib, "está provado" que ela e outros reféns precisam de cuidados médicos e que a vida dos seqüestrados corre perigo pelos bombardeios do Exército colombiano que têm se intensificado na região onde se supõe que estão sendo mantidos em cativeiro.

A organização pediu ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, para que ordene a interrupção "imediata" dos bombardeios.

Em sua entrevista coletiva quinzenal - concedida antes da divulgação do comunicado das Farc -, o ministro francês de Assuntos Exteriores, Bernard Kouchner, disse que inventaria "outra coisa" se a missão humanitária não desse resultado. EFE al/bba/db

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