Bogotá, 10 abr (EFE).- O comitê colombiano da Federação de Comitês pela libertação de Ingrid Betancourt (Ficib) expressou hoje sua profunda tristeza pelo fracasso da missão médica enviada pela França para atender a ex-candidata presidencial franco-colombiana seqüestrada em 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Ficib declarou por meio de um comunicado seu pesar depois que o avião-ambulância enviado pelo Governo da França no dia 3 de março saiu de Bogotá na quarta-feira de volta a Paris.

A mesma entidade censurou "fortemente" as Farc por sua "negativa em aceitar uma missão que poderia ter aliviado as desumanas e inaceitáveis condições de saúde em que se encontra Ingrid Betancourt e os demais seqüestrados".

O pessoal médico que chegou na aeronave esperava que as Farc lhe permitissem chegar até uma parada do departamento do Guaviare (sul da Colômbia) para atender a ex-candidata, que segundo diversos testemunhos está muito mal de saúde, e outros possíveis reféns doentes.

Mas o grupo insurgente afirmou na terça-feira passada que essa missão era improcedente por não ter sido previamente negociada com os rebeldes.

O comitê colombiano da Ficib pediu "aos atores que participam do conflito, para que nas próximas ações exista uma verdadeira negociação centrada nas necessidades dos seqüestrados que conduzam ao verdadeiro êxito das mesmas".

Betancourt faz parte dos 40 políticos, soldados, policiais e americanos que as Farc mantêm em seu poder e que pretendem trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos.

Apesar do fracasso da missão humanitária, organizada pela França, e também Espanha e Suíça, "países amigos" de um processo de paz na Colômbia, o Governo francês anunciou que tentará "outro caminho".

EFE gta/fb

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