Comitê legislativo aprova acusação de ex-assessor de Bush por desacato

Washington, 30 jul (EFE).- O Comitê Judicial da Câmara dos Representantes dos EUA aprovou hoje acusar por desacato o ex-assessor presidencial da Casa Branca Karl Rove, que se opôs a dar testemunho sobre a demissão de oito procuradores federais em 2006.

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Com 20 votos a favor e 14 contra o comitê afirmou que Rove, então braço direito do presidente George W. Bush, violou a lei ao não se apresentar a uma audiência obrigatória no dia 10 de julho perante o Congresso sobre a suposta politização do Departamento da Justiça.

Entretanto, a votação de hoje é uma mera recomendação e não está claro se ela será levada ao plenário da Câmara de Representantes.

Rove sempre negou qualquer interferência no Departamento de Justiça e a Casa Branca afirma que o Congresso não tem autoridade para exigir testemunhos de antigos e atuais assessores do Governo.

A medida não causou surpresa para o advogado de Rove, Robert Luskin, pois já tinha sido advertido pelo presidente do comitê, o democrata John Conyers, sobre a possibilidade de o ex-assessor ser acusado de desacatar o Congresso.

Luskin enviou uma carta na última terça ao comitê na qual se queixou que esta acusação seria uma ação punitiva com a qual não se ganharia nada, pois o assunto já era ventilado em um tribunal federal.

Os republicanos do comitê votaram como bloco contra a medida e acusaram os democratas de armarem um teatro político.

"Ao invés de realizar uma caça às bruxas deveríamos estar estudando uma medida bipartidária para reduzir os preços da gasolina, reduzir o crime e assegurar as fronteiras", declarou o legislador Lamar Smith, o principal republicano do comitê.

Os democratas responderam que vários documentos internos demonstram que houve uma politização nas contratações do Departamento de Justiça e que há motivos para acusar Rove de desacato.

Rove "se nega a dar testemunho se baseando em argumentos legais não válidos sobre um privilégio de imunidade", declarou Conyers.

Sob o chamado "privilégio Executivo", a Casa Branca pode se negar a entregar documentos ou permitir que seus funcionários ofereçam testemunhos sobre o processo de consultas internas. EFE mp/fal

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