Comitê financeiro do Senado aprova Geithner para Tesouro dos EUA

WASHINGTON - O comitê financeiro do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira a indicação de Timothy Geithner para chefiar o Tesouro do país, apesar de temores sobre o não pagamento por parte dele de cerca de US$ 34 mil dólares. O movimento abre caminho para uma votação completa de sua nomeação no Senado do país.

Redação com agências internacionais |


A indicação foi aprovada por 18 votos a 5. A decisão foi tomada um dia após Geithner se desculpar pelo que chamou de "erros negligentes" na declaração de seus impostos.

Todos os votos contrários foram dados por republicanos. Um deles, Michael Enzi, disse estar surpreso com a votação. "Em anos anteriores, um indicado que cometesse erros muito menos graves em seus impostos seria forçado a desistir do cargo", afirmou.

O democrata Kent Conrad afirmou que, em uma época normal, ele se oporia à nomeação de Geithner. "Mas esses não são tempos normais", afirmou, fazendo referência à crise ecônomica mundial.

Timothy Geithner, de 47 anos, é, desde 2003, o atual presidente do Federal Reserve (banco central) do Estado de Nova York. Ao lado do presidente do Federal Reserve dos EUA, Ben Bernake, ajudou na formulação do pacote de U$ 700 bilhões para socorrer as instituições afetadas pela crise econômica.

China

Nesta quinta-feira, Geithner afirmou que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera que a China "manipula" sua moeda, pelo que pretende instaurar uma diplomacia comercial intensiva.

Em uma resposta por escrito à comissão das Finanças do Senado, ele disse que "apoiado pelas conclusões de muitos economistas, o presidente Obama pensa que a China manipula sua moeda".

"Como presidente, Barack Obama assumiu o compromisso de recorrer intensivamente a todas as vias diplomáticas disponíveis para obter uma mudança nas práticas da China em matéria de divisas", acrescentou.

Geithner havia destacado mais cedo que "um dólar forte é do interesse nacional" dos Estados Unidos.

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