Comitê do Senado dos EUA inicia discussão de projeto de reforma na saúde

Washington, 22 set (EFE).- O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos iniciou hoje a discussão de um projeto de reforma no sistema de saúde do país, promovido pelo democrata Max Baucus e criticado tanto por alguns de seus correligionários como pelos republicanos.

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Antes de iniciar a análise de mais de 500 emendas propostas à iniciativa de Baucus, que preside o Comitê de Finanças, democratas e republicanos vão expor suas respectivas ideias para melhorar o projeto de lei.

Os republicanos criticaram a iniciativa por causa dos impostos necessários para pagá-la, das ideias de criação de um programa de saúde pública, da obrigatoriedade do seguro médico e da ampliação do Medicare, um programa que já ampara os idosos.

Embora Baucus, do estado de Montana, tenha passado meses discutindo estes assuntos com alguns democratas e republicanos, inclusive fazendo concessões para ambos os lados, o último grupo reclamou hoje de falta de tempo para negociar.

"Chegou o momento de empreender esta tarefa gigantesca", disse Baucus ao abrir a sessão.

"Chegou o momento de os Estados Unidos reformarem seu sistema de saúde. Este é um projeto equilibrado, um plano com bom senso que reúne as melhores ideias dos dois lados, e foi criado para obter os 60 votos necessários para sua aprovação", afirmou o senador.

Entretanto, o republicano Chuck Grassley, do estado de Iowa, não demorou a atacar e afirmou que a ideia de tornar o seguro médico obrigatório nos EUA é "uma intrusão na vida privada".

Por sua vez, o senador democrata Jeff Bingaman, do Novo México e um dos seis legisladores que trabalharam com Baucus na redação do projeto, disse que apoia o estabelecimento de um programa governamental que compita com as empresas privadas de seguros-saúde.

EFE jab/bba

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