Comitê de Senado dos EUA diz que revisará tratamento a supostos terroristas

Washington, 27 fev (EFE).- A presidente do Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, Dianne Feinstein, afirmou nesta sexta-feira que essa entidade revisará as práticas de detenção e interrogatórios a supostos terroristas por parte da CIA (agência de inteligência americana).

EFE |

Em um breve comunicado, a senadora democrata da Califórnia confirmou a decisão, adiantada hoje por vários meios de comunicação.

"É correto que o Comitê Seleto de Inteligência do Senado realizará uma revisão das práticas de detenção e interrogatórios da CIA", disse Feinstein.

"Teremos uma breve declaração sobre este assunto em um futuro próximo", acrescentou Feinstein, sem dar mais detalhes.

Vários meios americanos, entre eles "The Washington Post" e "The New York Times", indicaram hoje que o comitê programou uma extensa revisão do tratamento a supostos terroristas por parte da CIA, incluindo o uso da asfixia simulada.

Essa revisão, que será tomada por pelo menos seis meses, levantará pela primeira vez o pano de fundo sobre o uso de métodos coercitivos nos interrogatórios e da asfixia simulada para abrandar supostos terroristas.

Como parte da revisão, serão analisados testemunhos e "centenas" de documentos reservados para armar uma história "séria" e completa "de um dos capítulos mais secretos e obscuros da luta antiterrorista" declarada pelo então presidente George W. Bush, informou o "Post".

Os legisladores querem saber não só como foram realizados os interrogatórios aos estrangeiros detidos, mas também se esses métodos coercitivos permitiram que a agência de espionagem conseguisse informação fidedigna sobre supostos complôs terroristas, segundo o jornal.

Ex-líderes da CIA argumentaram que a asfixia simulada e outros métodos qualificados por alguns de tortura ajudaram a obter bons dados de inteligência que impediram mais ataques terroristas depois de 2001.

A revisão incluirá uma avaliação da história do programa secreto de detenções da CIA, que começou em 2002 e chegou a ter até uma centena de supostos terroristas.

Segundo as fontes anônimas citadas pelo diário, a revisão só é um "estudo" e não trará recomendações para possíveis ações legais contra os implicados. EFE mp/ma

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