Comitê da Mauritânia pede que países não aceitem golpe de Estado

Nuakchott, 8 ago (EFE) - O Comitê de Solidariedade para com as Vítimas de Violações dos Direitos Humanos mauritano (CSVVDH) pediu hoje à comunidade internacional para não aceitar a política do fato consumado golpista e para rejeitar o argumento de que o levante foi feito para lutar contra o terrorismo.

EFE |

"Tudo isso não é mais que um álibi lançado aos olhos ocidentais", indicou a organização em comunicado, enquanto fez um apelo para a "volta rápida à ordem constitucional" após o golpe de Estado de quarta-feira.

O Comitê sugeriu também a implementação "de um pacto republicano que derive de um amplo consenso nacional e que estabeleça os termos da coabitação entre os diferentes atores do cenário político mauritana".

O CSVVDH condenou também o golpe que depôs o ex-presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi e solicitou tanto a libertação desse como a do ex-primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, e a dos outros três detidos que, junto a eles, foram levados na quinta-feira ao Palácio de Congressos.

Na carta, pediu às organizações nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos para se mobilizar para conhecer "as condições de saúde e de detenção desses prisioneiros" e não baixar a guarda sobre a situação dos direitos no país.

Por isso, pediu que se mantenha a vigilância em torno do retorno dos deportados, a gestão humanitária, a escravidão, a luta contra a corrupção e a droga e, muito particularmente, dadas as circunstâncias, "a separação do poder político e militar". EFE mo/db

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