Comitê aconselha detenção por tempo indefinido de 50 presos de Guantánamo

Washington, 22 jan (EFE).- Uma comissão oficial estabelecida pelo presidente Barack Obama para determinar o que fazer com os presos de Guantánamo aconselhou ao Governo dos Estados Unidos que quase 50 deles continuem detidos indefinidamente e sem julgamento, porque são perigosos demais para serem libertados, segundo foi vazado hoje para a imprensa.

EFE |

A comissão, formada por membros de várias agências do Governo e do Pentágono, foi estabelecida pelo presidente Barack Obama para determinar o que fazer com os presos na base americana em Cuba.

Sua conclusão, segundo divulga a imprensa americana, é que se deveria julgar entre 35 e 40 deles em tribunais civis ou militares, outros 110 deveriam ser postos em liberdade, e quase 50 devem continuar na prisão sem perspectiva de libertação, segundo disseram fontes do Governo anônimas a vários meios de imprensa americanos.

As fontes escolheram hoje para vazar a informação pois é o dia no qual vence o prazo de um ano que Obama deu a seu Governo para o fechamento de Guantánamo.

Atualmente há 196 detidos na base, depois que o departamento de Justiça informou na quinta-feira à noite sobre a repatriação de dois presos para a Argélia. O comunicado não informou se foram libertados em seu país natal ou estão presos lá.

O Governo dos Estados Unidos já tinha antecipado a possibilidade de deter prisioneiros de Guantánamo por tempo indefinido, mas é a primeira vez que indicou o número de pessoas que poderia manter atrás das grades.

A ideia inicial era colocá-los em uma prisão estadual em Thomson (Illinois, EUA), que o Governo pretende comprar, mas esse plano enfrenta muitos problemas no Congresso, que deve outorgar o dinheiro para isso.

As organizações de direitos humanos criticaram o Governo de Obama, pois consideram ilegal a detenção indefinida sem julgamento.

O comitê estabelecido pelo presidente concluiu esta semana sua revisão caso por caso de toda a informação relativa aos detidos em Guantánamo.

O problema com as recomendações de não libertar ou julgar é que não existem provas suficientes contra os detidos que possam ser usadas em julgamento, ou seja, que não tenham sido obtidas após torturas ou maus-tratos. EFE cma/ma

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